Novo Resident Evil quebra recorde e se torna adaptação de game mais bem avaliada da história
Parece que finalmente chegou a hora de os fãs de Resident Evil respirarem aliviados. O novo filme inspirado na famosa franquia de games da Capcom já está sendo considerado um dos grandes acertos das adaptações de videogames para o cinema. Antes mesmo de chegar oficialmente aos cinemas, o longa dirigido por Zach Cregger alcançou uma marca histórica no Rotten Tomatoes e se tornou a produção baseada em um jogo com a maior aprovação da plataforma.
Atualmente, Resident Evil aparece com 96% de aprovação no Tomatometer, considerando dezenas de críticas publicadas. O resultado colocou o filme no topo do ranking de adaptações de videogames do Rotten Tomatoes, superando títulos que vinham se destacando nos últimos anos.
A recepção chama ainda mais atenção quando comparada às produções anteriores da própria franquia. O primeiro Resident Evil, lançado em 2002 e estrelado por Milla Jovovich, possui 36% de aprovação no Rotten Tomatoes. Já Resident Evil: Welcome to Raccoon City, tentativa de aproximar a série dos acontecimentos dos games, ficou com apenas 30%.
Desta vez, a direção ficou nas mãos de Zach Cregger, conhecido por filmes de terror como Barbarian e Weapons. O cineasta decidiu não simplesmente reproduzir uma história dos jogos, mas tentar transportar para o cinema a sensação de estar jogando Resident Evil.
A trama acompanha Bryan, interpretado por Austin Abrams, um entregador de medicamentos que acaba envolvido em uma noite de caos e sobrevivência nos arredores de Raccoon City. Sem ser um herói preparado para enfrentar monstros, ele precisa aprender a sobreviver enquanto a situação fica cada vez mais absurda e perigosa.
É justamente essa perspectiva que vem chamando a atenção dos críticos. Em vez de transformar o protagonista em uma máquina de combate, o filme coloca um personagem comum diante de uma situação completamente fora de controle. A produção também aposta em terror corporal, violência, criaturas grotescas, humor sombrio e sequências que remetem à experiência de jogar um game de sobrevivência.
Outro ponto elogiado é a maneira como Cregger utiliza elementos cinematográficos para aproximar o público da linguagem dos videogames. Algumas cenas brincam com perspectivas e movimentos de câmera que lembram a experiência de controlar um personagem dentro do jogo.
A crítica também destaca que o longa não tenta ser uma reprodução literal dos games. Para alguns críticos, justamente essa liberdade ajudou a produção a encontrar uma identidade própria sem abandonar a essência de Resident Evil.
O novo filme tem 90 minutos de duração, classificação R nos Estados Unidos por violência, sangue, gore e linguagem, e chega aos cinemas em 18 de setembro de 2026.
Depois de anos de adaptações de videogames que dividiram opiniões, Resident Evil chega cercado por uma expectativa diferente. Pela primeira vez, a franquia aparece não apenas como uma tentativa de levar um game famoso para o cinema, mas como uma produção que está sendo celebrada pela crítica justamente por entender o que torna a experiência de Resident Evil tão particular.
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