‘Posso imaginar as palavras de carinho de quem me detesta’, disse Rita Lee sobre sua morte em autobiografia

Cantora lançou livro sobre sua vida em 2016, antes do diagnóstico de câncer de pulmão, e já imaginava reações do público e da mídia a sua morte 

  • Por Jovem Pan
  • 09/05/2023 11h40 - Atualizado em 09/05/2023 12h08
GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO Rita Lee Rita Lee durante o lançamento do livro "Rita Lee, Uma Autobiografia", no Conjunto Nacional, em São Paulo

Na noite de segunda-feira, 8, morreu a cantora Rita Lee, aos 75 anos, considerada um dos maiores nomes da música brasileira. Ela lutava contra um câncer de pulmão desde 2021, sendo submetida a tratamentos de imunoterapia e radioterapia. Em seu livro autobiográfico, intitulado “Rita Lee: uma autobiografia”, publicado em 2016 pela Globo Livros, Rita escreveu uma profecia sobre o que aconteceria na ocasião de sua morte. “Quando eu morrer, posso imaginar as palavras de carinho de quem me detesta. Algumas rádios tocarão minhas músicas sem cobrar jabá, colegas dirão que farei falta no mundo da música, quem sabe até deem meu nome para uma rua sem saída. Os fãs, esses sinceros, empunharão capas dos meus discos e entoarão “Ovelha negra”, as TVs já devem ter na manga um resumo da minha trajetória para exibir no telejornal do dia e uma notinha no obituário de algumas revistas há de sair. Nas redes virtuais, algumas dirão: “Ué, pensei que a véia já tivesse morrido, kkk”. Nenhum político se atreverá a comparecer ao meu velório, uma vez que nunca compareci ao palanque de nenhum neles e me levantaria do caixão para vaiá-los. Enquanto isso, estarei eu de alma presente no céu tocando minha autoharp e cantando para Deus: “Thank you Lord, finally sedated”. Epitáfio: Ela nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa”, escreveu a cantora.

 

 

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