Bellingham brilha e Inglaterra elimina a Noruega na prorrogação
Mal convocada, mal escalada, mal treinada e classificada para as semifinais: essa é a história da Inglaterra na Copa do Mundo de 2026. Mais uma vez, um desorganizado e confuso English Team conquistou uma vitória carregado pelo talento de seus craques. A vítima deste sábado (11) foi a Noruega, algoz do Brasil nas oitavas de final.
Após empate por 1 a 1 no tempo normal, Jude Bellingham, que já havia marcado no tempo regulamentar, fez mais um para garantir a vitória do time (pessimamente) comandado por Tomas Tuchel. Agora, os ingleses aguardam o duelo entre Argentina ou Suíça, que define o último classificado para a semifinal do Mundial.
Aos 35 da primeira etapa, Schjelderup recebeu na ponta esquerda, cortou para o meio e chutou colocado no ângulo oposto para abrir o placar para os noruegueses. Aos 46, Bellingham se infiltrou na grande área e bateu cruzado para igualar. Na segunda etapa, apesar da pressão norueguesa, o placar se manteve inalterado, levando a partida para a prorrogação.
Nos primeiros minutos do tempo extra, Morgan Rogers bateu de fota da área, o goleiro Nyland foi mal e espalmou para o meio e Bellingham foi mais esperto que o vencedor para pegar a sobra e fazer o gol que garantiu a classificação inglesa.
Os primeiros minutos foram de um duelo bastante estudado em Miami e sequer houve finalizações até a pausa para hidratação. A Inglaterra encarou a Noruega mantendo a posse de bola e avançando ao campo adversário por meio da troca de passes. Os escandinavos fecharam a entrada da área com uma linha de quatro e outra de cinco jogadores, obrigando os ingleses a apostarem em bolas pelo alto.
O primeiro momento de emoção aconteceu aos 27 minutos, quando Kane cobrou falta perigosa por cima da meta do goleiro Nyland. O lance mexeu com a seleção norueguesa, que procurou ficar mais com a bola no pé e pressionar a defesa adversária quando não tinha a posse. Ao 34 minutos do primeiro tempo, Haaland apareceu pela primeira vez para finalizar de cabeça, sem perigo.
Aos 35 minutos, Berg desarmou Kane no meio-campo e a bola chegou a Schjelderup, que invadiu a área e acertou belo chute no ângulo para abrir o placar. Os ingleses pediram falta no início da jogada, mas o árbitro francês Clément Turpin indicou lance legal
O gol atordoou os ingleses e a Noruega aproveitou para continuar atacando. Sorloth e Odegaard finalizaram com perigo praticamente em sequência após abrir o placar. Os noruegueses tiveram chance claríssima de ampliar o placar em contra-ataque puxado por Sorloth, que não tocou para Haaland e finalizou contra o zagueiro.
Como o futebol não aceita desaforo, a Inglaterra empatou antes do fim do primeiro tempo, aos 46 minutos, em jogada individual de Bellingham. O meia do Real Madrid invadiu a área e driblou a marcação para bater de esquerda no canto de Nyland. Kane ainda fez o segundo dos ingleses antes do fim do primeiro tempo, mas a arbitragem assinou corretamente o impedimento.
Se os minutos iniciais do primeiro tempo foram de um jogo estudado, a etapa final começou a todo vapor, com ambas as equipes buscando o ataque. Aos 9 minutos do primeiro tempo, a bola ficou viva na área da Inglaterra após cobrança de escanteio e Heggem aproveitou a sobra para mandar paras as redes. O árbitro Clément Turpin foi chamado pelo VAR para analisar o lance no monitor e apontou falta de Haalad em Elliot Anderson antes do início da jogada, anulando o lance.
A Inglaterra manteve maior posse de bola, enquanto a Noruega mostrou diferentes formas de sair em contra-ataque, ora com lançamentos longos, ora articulando as jogadas pelo meio. Com o jogo franco, os dois treinadores recorreram ao banco antes mesmo da parada para hidratação. Thomas Tuchel reforçou o meio-campo inglês, enquanto Ståle Solbakken apostou em atacantes de drible e velocidade.
A Noruega voltou a levar perigo na bola aérea quando Ajer cabeceou no travessão em lance de escanteio, aos 30 minutos. A seleção escandinava, aos poucos, tomou o controle da partida e foi mais agressiva do que a Inglaterra na reta final do jogo, trocando passes na entrada da área e obrigando o adversário a recuar. Em uma das escapadas, Saka fez boa jogada na direita e cruzou rasteiro, mas a zaga tirou o que seria o segundo gol dos ingleses. O empate permaneceu e o jogo foi para a prorrogação.
A Inglaterra começou a prorrogação pressionando e quase abriu o placar com Kane, de cabeça, mas Nyland fez grande defesa. Na sequência, o goleiro norueguês bateu roupa em chute de longa distância de Rogers e Bellingham apareceu para empurrar para as redes.
Aos 8 minutos, Spence foi empurrado na área em jogada individual e o árbitro apontou pênalti, mas anulou a marcação depois de analisar o lance no monitor ao ser chamado pelo VAR.
Para a surpresa de todos, o técnico norueguês sacou Haaland, apagado durante toda a partida, para colocar Larsen. A Noruega até pressionou, mas substituto pouco fez e a Inglaterra manteve o resultado para garantir a classificação às semifinais.
*Com Estadão Conteúdo