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Copa do Mundo

Trump estará presente na final da Copa? Veja o que se sabe

Presidente dos EUA tem aproximado sua relação nos últimos anos com o chefe da Fifa, Gianni Infantino; os dois estiveram envolvidos em polêmicas durante o Mundial

AFP

trump e infantino
Presidente dos EUA, Donald Trump, e o chefe da Fifa, Gianni Infantino ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participará da final da Copa do Mundo de 2026, neste domingo (19), entre Espanha e Argentina, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A presença foi confirmada pela Casa Branca nesta semana e marcará a primeira vez que o republicano acompanhará uma partida do torneio nos estádios.

Trump deve participar da cerimônia de premiação ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, com quem mantém uma relação próxima. A expectativa é que os dois entreguem o troféu à seleção campeã após o apito final.

A final reunirá ainda outros chefes de Estado e de governo, entre eles o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, a família real espanhola, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

A presença dessas autoridades ocorre em meio a divergências diplomáticas entre Washington e os três países. Nas últimas semanas, Trump voltou a criticar a Espanha por gastos militares abaixo das metas da OTAN, intensificou a pressão sobre o México em relação à imigração e fez novas ameaças tarifárias ao Canadá.

A visita presidencial contará com um forte esquema de segurança. As autoridades americanas prepararam uma zona de exclusão aérea temporária ao redor do estádio durante o deslocamento de Trump.

Relação de proximidade com a Fifa

Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump tem associado sua imagem à Copa do Mundo de 2026 e recebido Gianni Infantino em diversas ocasiões.

Na sexta-feira (17), durante um evento da Fifa na Trump Tower, em Nova York, o presidente afirmou que esta foi “a Copa do Mundo de maior sucesso” e disse que o torneio ajudou a ampliar a popularidade do futebol nos Estados Unidos.

“Descobrimos que somos um país do futebol, e acho que isso vai continuar”, afirmou. Trump também citou o interesse do filho Barron pelo esporte.

Nos últimos dias, o presidente voltou a afirmar que considera ter desempenhado papel importante para que os Estados Unidos sediassem a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028.

Episódios durante o torneio

Ao longo da competição, Trump também esteve envolvido em episódios relacionados ao Mundial. O norte-americano telefonou para Infantino após a expulsão do atacante americano Folarin Balogun nas oitavas de final e pediu que o cartão vermelho fosse anulado para que o jogador pudesse atuar na fase seguinte. O episódio gerou debates sobre possível interferência política em decisões esportivas.

Na reta final da Copa, Trump também comentou partidas do torneio e fez declarações sobre a seleção da Inglaterra e o trabalho do técnico Thomas Tuchel.

Outro momento envolvendo o presidente ocorreu no Mundial de Clubes da Fifa, disputado no mesmo estádio no ano passado. Após entregar o troféu ao Chelsea, Trump permaneceu no palco durante a comemoração dos jogadores. Posteriormente, afirmou que havia recebido autorização para manter o troféu original no Salão Oval, mas a Fifa esclareceu que a peça exibida era uma réplica.