Após mal súbito, Eriksen passará por cirurgia para implantar aparelho no coração

De acordo com a Confederação Dinamarquesa, o dispositivo, uma espécie de desfibrilador, tem como função corrigir distúrbios cardíacos e, assim, manter em segurança o coração do armador; presidente da associação de médicos de futebol na Itália não garante o retorno do meio aos gramados

  • Por Jovem Pan
  • 17/06/2021 10h25
EFE/EPA/Friedemann VogeEriksen teve uma parada cardíaca durante Dinamarca e Finlândia

A Confederação Dinamarquesa de Futebol informou na manhã desta quinta-feira, 17, que o meio-campista Christian Eriksen passará por um procedimento cirúrgico para que seja implantando um aparelho em seu coração. De acordo com a entidade, o dispositivo, uma espécie de desfibrilador, tem como função corrigir distúrbios cardíacos e, assim, manter em segurança o coração do armador, que teve um mal súbito na partida entre Dinamarca e Finlândia, no último sábado, pela rodada inaugural da Eurocopa. “Após Christian ter sido submetido a diferentes exames no coração, foi decidido que ele deveria ter um ICD (sigla em inglês para cardioversor desfibrilador implantável, CDI). Esse dispositivo é necessário depois de um ataque cardíaco devido a distúrbios de ritmo cardíaco. Christian aceitou a solução, e o plano foi confirmado por especialistas nacionais e internacionais que recomendam o mesmo tratamento”, comunicou Morten Boesen, médico da seleção dinamarquesa.

Desta forma, o meio-campista da Dinamarca e da Inter de Milão poderá passar por um caso parecido com o de Blind, zagueiro da Holanda e do Ajax, que também teve problemas cardíacos, apesar de nunca ter sofrido um mal súbito, e usa uma espécie de marcapasso. Apesar disso, o presidente da associação de médicos de futebol na Itália, Enrico Castellacci, não garante o retorno de Eriksen ao futebol italiano. “Na vida normal é uma coisa, mas fazendo uma atividade esportiva existe a possibilidade de um trauma que pode danificar o aparelho. Isso faz pensar muito e fará com que os cardiologistas esportivos pensem se vão ou não (liberá-lo). Tem que se ver o diagnóstico da doença, tem os protocolos, com certeza vai ser uma grande responsabilidade”, declarou Enrico Castellacci, ao jornal “La Presse”.

“(Eriksen) vai levar uma vida quase normal, este desfibrilador bloqueia qualquer forma arrítmica que o rapaz possa ter. Para a vida desportiva, no entanto, honestamente há algumas dúvidas. Sobre o exemplo do Ajax (Blind), é uma carga pesada de responsabilidade. Não sei se a patologia de Eriksen é a mesma que a de Blind. Nós na Itália, porém, somos muito cuidadosos e rigorosos na concessão de elegibilidade. Haverá muita atenção, o primeiro é proteger a saúde do indivíduo”, completou o especialista.