Governo de Minas Gerais veta jogos de outros Estaduais: ‘Seria muito incoerente’

Desta forma, o Campeonato Paulista, paralisado de 15 a 30 de março, não será disputado no estado vizinho

  • Por Jovem Pan
  • 16/03/2021 11h56 - Atualizado em 16/03/2021 15h17
Divulgação/MineirãoMineirão é o principal estádio de Belo Horizonte

O governo de Minas Gerais proibiu a realização de partidas de outras competições estaduais em seus limites, como a disputa do Paulista. Nesta terça-feira, 16, o governador Romeu Zema anunciou que todo o estado entrará na fase roxa, a mais restritiva, a partir de amanhã – a medida será válida por 15 dias. Assim, a gestão tratou a possibilidade de receber partidas que não sejam do Campeonato Mineiro como “incoerente” e “inviável”. “Seria muito incoerente a gente tomar uma medida tão dura, tão restrititva como essa que estamos tomando no Estado e permitir que jogos de outros estados acontecessem aqui em Minas Gerais, lembrando que, na onda roxa, os hotéis não podem receber turistas. Fica inviável o recebimento de jogos de outros estados na onda roxa. Por definição, ela não vai permitir essa circulação. Na circulação entre estados, as barreiras sanitárias vão abordar se estão indo para serviçoes essenciais ou não”, ressaltou o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti.

Na entrevista coletiva, porém, as autoridades de Minas Gerais não deixaram claro se as partidas já agendadas para o estado serão realizadas. Na quarta-feira, 16, São Bento e Palmeiras se enfrentam no Independência, em Belo Horizonte, pela terceira rodada do Campeonato Paulista, a partir das 19 horas. No mesmo dia, às 15h30, a bola deve rolar para Marília x Criciúma (SC), em Varginha, pela Copa do Brasil.  A Federação Mineira de Futebol e a Secretaria Estadual de Saúde devem se reunir ainda na tarde de hoje para falar sobre o tema, além da continuidade do Mineiro.

Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) determinou a paralisação do Paulistão e da prática esportiva coletiva de 15 a 30 de março. Contrária à decisão, a FPF tentou argumentar com a autoridade e com o Ministério Público Estadual, mas teve o seu pedido rejeitado. Em meio ao imbróglio, a entidade de futebol também cogitou a realização do torneio em outro estado durante o período, mas viu o Rio de Janeiro e, agora, Minas Gerais, descartarem a possibilidade.