Sindicato dos Atletas diz que acionará a Justiça se CBF não adiar Palmeiras x Flamengo

A entidade afirmou que há “fortes indícios de risco à vida dos atletas profissionais e demais membros dos clubes” com a realização da partida

  • Por Jovem Pan
  • 24/09/2020 11h29
Kely Pereira/AGIF/Estadão ConteúdoO elenco do Flamengo foi alvo de um surto de Covid-19 nos últimos dias

O Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo afirmou nesta quinta-feira que pretende acionar a Justiça caso a CBF decida não adiar o jogo entre Palmeiras e Flamengo, marcado para domingo, no Allianz Parque, pela 12ª rodada do Brasileirão. A entidade avalia que a partida trará riscos para todos os jogadores envolvidos. “A situação do jogo Palmeiras x Flamengo, marcado para domingo (27 de setembro), tem fortes indícios de risco à vida dos atletas profissionais e demais membros dos clubes. O nosso médico, Dr. Renato Anghinah, está em contato com especialistas da área de infectologia para que tenhamos a posição técnica que comprove o risco”, registrou o sindicato em nota. Se o risco for comprovado pelos especialistas, o Sindicato prometeu pedir o adiamento do jogo na Justiça. “Uma vez obtido o parecer, e com a CBF mantendo sua postura de irresponsabilidade, buscaremos a justiça para o adiamento da partida.”

Na terça-feira, o Flamengo enviou ofício à CBF solicitando a mudança de data do jogo devido aos casos de Covid-19 em seu elenco. Na mesma terça, o time carioca precisou entrar em campo sem sete titulares, todos infectados pelo novo coronavírus, para a partida contra o Barcelona de Guayaquil, no Equador, pela fase de grupos da Copa Libertadores. Os casos, contudo, só aumentaram desde então. Na noite de quarta, eram 27 casos positivos, entre jogadores, membros da comissão técnica e da diretoria. Somente entre os atletas eram 16 testes positivos. O clube conta apenas com dez jogadores do grupo profissional e dez da base para entrar em campo. Nas últimas horas, o Palmeiras veio a público para afirmar que era contra o adiamento do jogo. No dia seguinte, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, afirmou que a mudança de data era improvável.

*Com informações do Estadão Conteúdo