São Paulo conquistou tri da Libertadores há 15 anos; relembre campanha

No dia 14 de julho de 2005, o Tricolor goleou o Athletico-PR por 4 a 0 e levantou sua terceira taça do torneio continental; título foi marcado por superioridade e belas exibições de Rogério Ceni

  • Por Pedro Sciola
  • 14/07/2020 05h00 - Atualizado em 14/07/2020 08h23
Reprodução/TwitterSão Paulo venceu a Libertadores em 2005

O São Paulo comemora os 15 anos do tricampeonato da Copa Libertadores da América nesta terça-feira (14). Motivo de orgulho para o torcedor do Tricolor, a conquista do clube do Morumbi foi marcada pela superioridade em relação aos grandes rivais, como Palmeiras, Tigres, River Plate e Athletico-PR.

O Tricolor já havia feito uma bela campanha na temporada anterior, quando se despediu da competição na semifinal. Para 2005, o time chegou mais forte com as contratações de Luizão e Amoroso e emplacou mesmo com a mudança de técnico: de Leão para Paulo Autuori.

Na fase de grupos, o São Paulo caiu na Chave C, ao lado de Universidad de Chile, Quilmes (Argentina) e The Strongest. Impositivo, o grupo liderado por Rogério Ceni, Mineiro, Cicinho e companhia bateu todos os oponentes em casa e empatou com os seus três adversários longe do seu domínio, seguindo a “cartilha” do torneio.

OITAVAS

Já nas oitavas de final, o Tricolor teve pela frente o seu arquirrival Palmeiras. No confronto de ida, no Palestra Itália, o jogo foi bem parelho, mas Cicinho acabou fazendo a diferença após um lindo chute de fora da área, no ângulo do goleiro Marcos, marcando o único tento da partida.

No embate de volta, os carrascos dos alviverdes voltaram a aparecer, e o time tricolor acabou vencendo por 2 a 0, com gols de Rogério Ceni e novamente do ala número 2.

QUARTAS 

As quartas de final foram mais tranquilas para o São Paulo. Logo na partida de ida, a equipe aplicou uma goleada no Tigres (México) por 4 a 0. Rogério Ceni (duas vezes de falta), Luizão e Souza fizeram a festa dos torcedores em um estádio completamente abarrotado. Na segunda partida, os mexicanos até ensaiaram uma reação, mas conseguiram triunfar por apenas 2 a 1, resultado insuficiente para eliminar o clube brasileiro.

SEMIFINAIS

Mesmo embalado após a sequência positiva na Libertadores, o São Paulo chegou para a semifinal respeitando o River Plate, dono da melhor campanha na fase de grupos e time que beirava à perfeição no torneio. Mandante no jogo de ida, o time brasileiro sofreu para furar a defesa adversária e não conseguiu criar boas chances no primeiro tempo. Já na reta final da partida, Danilo abriu o placar em bela finalização de fora da área e Rogério Ceni, já no apagar das luzes, ampliou para 2 a 0.

Em um Monumental de Nuñez lotado, o Tricolor não se abateu e saiu na frente com Danilo. Os “Millionários” empataram com Farias, mas Amoroso e Fabão ampliaram para 3 a 1 no segundo tempo. No fim, ainda deu tempo do River diminuir para 3 a 2, em gol que muitos torcedores argentinos já haviam deixado o estádio.

FINAIS

A primeira decisão entre Athletico-PR e São Paulo começou com polêmica antes mesmo da bola rolar. Por não ter um estádio que comportasse ao menos 40 mil espectadores, os paranaenses precisaram mandar sua partida no Beira Rio, estádio do Internacional, em Porto Alegre (Rio Grande do Sul). Lá, o Furacão fez uma partida aguerrida e saiu na frente com Aloísio, mas acabou deixando a vitória escapar após gol contra do zagueiro Durval.

Na grande final, o Tricolor paulista foi o dono da partida e chegou a abrir com Amoroso, aos 16 minutos. Apesar da grande festa paulista, os paranaenses tiveram uma ótima chance de igualar com Fabrício, que desperdiçou uma penalidade nos acréscimos da etapa inicial. Na volta do intervalo, o São Paulo foi extremamente superior e celebrou o seu tricampeonato com um massacre por 4 a 0 com tentos de Fabão, Luizão e Diego Tardelli.