Chile inicia aplicação da segunda dose da vacina da Pfizer para substituir AstraZeneca
O Ministério da Saúde do Chile (Minsal) iniciou na segunda-feira, 22, a aplicação da vacina da Pfizer/BioNTech em homens com menos de 45 anos, vacinados com uma primeira dose do imunizante da AstraZeneca/Oxford. A imunização com a vacina da AstraZeneca foi interrompida no país em 1º de junho após um homem de 31 anos apresentar um quadro de trombose e trombocitopenia. Após análise de estudos internacionais, o ministério recomendou que o imunizante só seja usado em homens com mais de 45 anos de idade sem fatores de risco para doença tromboembólica e para mulheres com mais de 55 anos. Os homens com menos de 45 anos que receberam a primeiro dose desta vacina deverão completar o esquema com a Pfizer. Como a primeira dose da AstraZeneca começou a ser aplicada na semana de 26 de abril, os primeiros vacinados começaram a receber na segunda-feira a segunda dose da Pfizer enquanto a pasta continua estudando a ligação entre o evento adverso grave e o imunizante.
A nota técnica do Minsal detalha alguns estudos, como o “CombiVacs”, que demostrou que as pessoas que foram vacinadas primeiro com AstraZeneca e depois com Pfizer mostraram títulos de anticorpos de 37 a 80 vezes maiores do que os pacientes que receberam duas doses da mesma vacina após 14 dias. No Reino Unido, o estudo randomizado “CoM-CoV” apontou que 34% dos participantes que receberam AstraZeneca/Pfizer sofreram com febre em comparação com 10% daqueles que receberam as duas doses de AstraZeneca. Aumentos semelhantes foram observados para calafrios, fadiga, dor de cabeça, dor nas articulações, mal-estar e dor muscular. Não houve internações e a maioria dos casos foi observada 48 horas depois de imunização. Nenhuma trombocitopenia ou eventos adversos graves foram relatados em qualquer grupo nos sete dias após a administração da segunda dose.
Calendário de aplicação da segunda dose:

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