Contra o envelhecimento da população, Grécia oferece bônus por natalidade
O governo da Grécia anunciou que concederá um abono de 2 mil euros por cada criança nascida no país a partir de 1º de janeiro deste ano. A medida é uma resposta às projeções de envelhecimento e redução da população grega.
O benefício deve ser dado nos primeiros anos de vida da criança, em duas parcelas anuais. Toda família com rendimentos até 40 mil euros por ano poderão receber o auxílio.
A medida indica a redução da população em um terço nos próximos 30 anos. De acordo com o jornal britânico The Guardian, as estatísticas populacionais mostram uma redução muito acentuada da taxa de natalidade no país. O Serviço de Estatística da União Europeia (Eurostat) aponta que até 2050, cerca de 36% da população do país terá mais de 65 anos, previsão que preocupa o governo.
“As pessoas podem pensar que esta é uma questão de orgulho nacional, mas na verdade é uma questão de preservação nacional. As altas taxas de produtividade estão associadas às populações jovens e não ao envelhecimento ativo, por isso este assunto deve ser uma prioridade do crescimento econômico. Tudo isto fica pior, quando olhamos para o estado difícil do nosso sistema de pensões”, afirmou a vice-ministra do Trabalho e dos Assuntos Sociais, Domma Michailidou.
Entre 2010 e 2015, cerca de 500 mil gregos deixaram o país quando a taxa de desemprego bateu os 28%. Grande parte eram jovens profissionais, agora vivendo em zonas mais prósperas do continente Europeu, Estados Unidos, Canadá e Austrália. Durante a crise, a Grécia perdeu um quarto de sua produção econômica, e sofreu um corte de 40% no orçamento da saúde e, consequentemente, as taxas de natalidade diminuíram consideravelmente.
“A grande queda no financiamento e o efeito nos serviços médicos criaram muita insegurança nas mulheres”, afirmou Stefanos Chandakas, ginecologista.
O bônus deve custar certa de 180 milhões de euros por ano ao governo grego. O valor equivale a cerca de 0,1% do PIB do país. Estrangeiros também poderão receber o benefício, contanto que estejam no país há 12 meses, algo que não foi bem visto por membros do governo de Kyruakos Mitsotakis.
* Com informações da Agência Brasil.
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