Enviado de Trump para o Oriente Médio visitará pontos de distribuição de comida em Gaza
Steve Witkoff, enviado especial para o Oriente Médio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitará na sexta-feira (1) pontos de distribuição de alimentos na Faixa de Gaza para conhecer “em primeira mão” a situação e colocar em prática um plano de assistência diante da grave crise humanitária no enclave palestino, informou nesta quinta-feira a Casa Branca. A porta-voz do governo republicano, Karoline Leavitt, confirmou que Witkoff e o embaixador americano em Jerusalém, Mike Huckabee, “viajarão a Gaza para inspecionar os pontos de distribuição atuais e concretizar um plano para entregar mais alimentos”. Ambos “se reunirão com os habitantes locais para conhecer em primeira mão a grave situação no terreno”, acrescentou Leavitt. A Casa Branca informou que Witkoff teve hoje uma reunião “muito produtiva” com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e outros funcionários de seu gabinete sobre “a necessidade urgente” de priorizar “a entrega de alimentos e ajuda humanitária a Gaza”.
“O presidente Trump é um humanitário de grande coração e, por isso, enviou o enviado especial Witkoff à região para salvar vidas e pôr fim a esta crise”, insistiu Leavitt, que antecipou que, após receber um relatório da visita, Trump decidirá sobre um futuro “plano final para a distribuição de alimentos e ajuda humanitária na região”. Veículos de comunicação israelenses já haviam noticiado uma possível visita do enviado especial dos Estados Unidos a um dos pontos de distribuição de alimentos da controversa Fundação Humanitária para Gaza (GHF, na sigla em inglês), apoiada pelos EUA, mas duramente criticada pela ONU e outros órgãos internacionais por obrigar os habitantes de Gaza a se deslocar para zonas perigosas para conseguir comida.
As medidas do governo republicano para facilitar a assistência humanitária na Faixa ocorrem em meio a pressões internacionais sobre o governo israelense para melhorar as condições no enclave, onde nos últimos dias as autoridades locais denunciaram um pico de mortes relacionadas à fome. “A maneira mais rápida de acabar com a crise humanitária em Gaza é o Hamas se render e libertar os reféns!”, escreveu Trump nesta quinta-feira na plataforma Truth Social. O presidente americano já expressou a necessidade de pôr fim ao conflito em Gaza e seu país atua como mediador nas negociações indiretas em Doha entre o Hamas e o governo de Netanyahu.
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Atualmente, esse diálogo mostra sinais de estagnação depois que, na semana passada, as delegações americana e israelense se retiraram por considerarem que o Hamas não tem vontade de chegar a um acordo de trégua. No entanto, na segunda-feira passada, Trump sinalizou que vê possível um cessar-fogo e reconheceu que há fome em Gaza porque vê “crianças famintas” na televisão.
*Com informações da EFE
Publicado por Fernando Dias
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