Facebook admite que compartilhou dados de usuários com fabricantes de smartphones
O Facebook admitiu a autoridades norte-americanas que compartilhou dados de usuários com fabricantes de smartphones e assumiu que não fiscalizou o uso dessas informações. Um comunicado enviado pela rede social ao Congresso dos Estados Unidos há um mês foi obtido e revelado pelo jornal New York Times.
A fragilidade das fiscalizações foi detectada em 2013 pelo próprio Facebook, após auditoria aprovada pelo governo local. A falha jamais foi revelada aos internautas afetados, sendo que muitos deles não haviam dado autorização para o compartilhamento de dados da rede com terceiros. A quantidade de pessoas atingidas não foi divulgada.
Sete fabricantes de celulares realizaram parceria com o site há cinco anos para terem acesso à “Experiência Facebook”, que facilitava o acesso a dados de usuários que acessavam a rede em computadores e smartphones. Entretanto, foram fornecidas mais informações do que as previstas pela agência reguladora dos EUA.
Depois da auditoria, o Facebook ampliou parcerias do tipo, em quadro que só começou a ser revertido após escândalo envolvendo a Cambridge Analytica. Nesse caso, 87 milhões de pessoas tiveram dados vazados a empresas de marketing político nas eleições que deram vitória a Donald Trump nos EUA e nas discussões sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (o Brexit).
O senador americano Ron Wyden (Partido Democrata), que divulgou a carta do Facebook, disse que “não é suficiente apenas aceitar a palavra” da rede em relação à proteção de informações pessoais. Em resposta, o site de Mark Zuckerberg disse que “leva muito a sério” as medidas determinadas pelas agências reguladoras do país.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Assuntos
continue lendo
Mundo
EUA atacam suposta embarcação do narcotráfico e deixam quatro mortos no Caribe
Mais de 200 pessoas já morreram em ataques na região, segundo um levantamento da AFP
- ONU: Lula defenderá multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança Agência Brasil · há 3 horas
- Trump diz que houthis do Iêmen concordaram em não atacar os Estados Unidos AFP · há 3 horas
- Eleições regionais na Alemanha podem abalar o governo de Merz AFP · há 5 horas
- Rússia enfrenta fortes ataques ucranianos no último dia das eleições AFP · há 6 horas