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Governo Trump impõe novas restrições ao acesso de Harvard a fundos federais

Desde o retorno do republicano à Casa Branca, mandatário americano acusa o centro educacional de servir como terreno fértil para a ideologia 'woke'

Nicolas Robert

Harvard
0b9b8ae1-afdc-4747-9d69-94bb70d2b846 Manu Ros / Harvard

O governo de Donald Trump impôs nesta sexta-feira (19) novas restrições ao acesso de Harvard a fundos federais, e abriu uma nova frente em sua repressão sem precedentes contra a prestigiada universidade americana. Desde seu retorno à Casa Branca em janeiro, Trump acusou o centro educacional de servir como terreno fértil para a ideologia “woke”, um termo pejorativo usado pela direita para designar as políticas de promoção da diversidade.

O Departamento de Educação anunciou nesta sexta-feira, em um comunicado, que colocou Harvard sob o status de “monitoramento elevado de caixa (HCM, sigla em inglês)”. A decisão baseia-se em “preocupações crescentes sobre a posição financeira da universidade”.

A mudança de status exige que a universidade utilize seus próprios recursos para pagar os pacotes de auxílio financeiro estudantil que o governo federal prometeu. A escola deverá solicitar reembolsos ao governo posteriormente.

“Os estudantes continuarão tendo acesso a financiamento federal, mas Harvard estará obrigada a cobrir os desembolsos iniciais como uma medida de proteção para garantir que gaste os fundos dos contribuintes de maneira responsável”, disse o Departamento.

Além disso, funcionários federais pediram que Harvard “publique uma carta de crédito irrevogável no valor de US$ 36 milhões [R$ 191,7 milhões]” para “cobrir possíveis responsabilidades e garantir” que cumpra com suas obrigações financeiras. A medida chega após uma vitória judicial de Harvard sobre o governo de Trump, quando uma juíza revogou o congelamento de fundos de 2,6 bilhões de dólares (13,8 bilhões de reais) no início de setembro.

Funcionários de Trump também acusam Harvard e outras universidades de não protegerem suficientemente seus estudantes judeus durante protestos pró-palestinos.

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Harvard negou essas alegações e afirma que o governo federal quer controlar as contratações, as admissões e o plano de estudos da escola. Harvard não comentou sobre as novas restrições de financiamento federal, mas anunciou na sexta-feira que começou a recuperar alguns desses fundos congelados.

“Estamos satisfeitos em ver a distribuição de 46 milhões de dólares [245 milhões de reais] em fundos de pesquisa do Departamento de Saúde e Serviços Humanos. Este é um passo inicial, e esperamos continuar vendo o financiamento restaurado por todas as agências federais”.

*Com informações da AFP

Publicado por Nícolas Robert

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