Haiti extradita para os EUA 18 suspeitos do assassinato do presidente Moïse
O Haiti extraditou para os Estados Unidos 18 pessoas suspeitas do magnicídio do presidente Jovenel Moïse, executado em julho de 2021, anunciou o procurador federal para o Distrito Sul da Flórida neste domingo (20).
Moïse, de 53 anos, foi assassinado por um comando armado que invadiu sua residência privada em Porto Príncipe, sem que sua equipe de segurança interviesse.
O grupo era composto principalmente por mercenários colombianos. Os envolvidos no crime foram “transportados em avião militar do Haiti para enfrentar a justiça americana”, escreveu no X o procurador Jason Reding Quiñones.
“Cinco anos depois dos fatos, continuamos levando os suspeitos aos tribunais dos Estados Unidos, e ainda não terminamos”, acrescentou.
Trinta pessoas foram acusadas nesse caso, que agravou ainda mais o caos no país mais pobre das Américas, que não realiza eleições desde 2016 e está sem presidente desde esse assassinato.
A polícia haitiana deteve rapidamente cerca de quarenta suspeitos, entre eles cerca de vinte mercenários colombianos. A investigação não avançou por causa das deficiências do sistema judicial haitiano.
A justiça americana, competente para julgar complôs tramados em seu território, indiciou onze pessoas por sua implicação no assassinato.
Cinco pessoas foram condenadas à prisão perpétua: um ex-militar colombiano, um ex-senador haitiano, um empresário com nacionalidades haitiana e chilena, um militar colombiano aposentado e um americano de origem haitiana.
O Haiti atravessa há muito tempo uma crise política, econômica e de segurança, mas a situação se deteriorou consideravelmente nos últimos anos.
De uma população de cerca de 11 milhões de habitantes, perto de 1,5 milhão está deslocado dentro do país por causa da violência das gangues, segundo uma estimativa de junho da Organização Internacional para as Migrações.
O país deve organizar o primeiro turno das eleições presidenciais e legislativas em dezembro de 2026 e o segundo turno em fevereiro de 2027, de acordo com um calendário eleitoral publicado no fim de julho.
Assuntos
continue lendo
Mundo
EUA, Dinamarca e Groenlândia assinarão acordo de segurança sobre a ilha na terça-feira
No início do ano, Donald Trump provocou uma crise com seus aliados europeus ao ameaçar anexar este território autônomo dinamarquês no Ártico
- Nos EUA, Lula diz que não concorda com a maneira de Trump governar Jovem Pan · há 6 horas
- Deputados europeus pedem à UE sanções contra Moraes e questionam atuação do STF Jovem Pan · há 6 horas
- Principais emissoras dos EUA suspendem cobertura da Casa Branca após veto de Trump AFP · há 9 horas
- Emissoras vão processar governo Trump por impedi-las de entrar na Casa Branca AFP · há 10 horas