Homem é julgado por guardar corpos e entregar cinzas de desconhecidos para famílias
O diretor de uma funerária começou a ser julgado nesta segunda-feira (27) em Hull, norte da Inglaterra, por armazenar corpos em vez de cremá-los e entregar cinzas de desconhecidos a familiares.
Robert Bush declarou-se culpado em abril pelos fatos, que se prolongaram por 12 anos.
Policiais encontraram, após uma denúncia, 31 corpos em uma câmara frigorífica, que deveriam ter sido cremados vários meses antes, além das cinzas de mais de cem mortos.
Jasmine Beverley, mãe de um natimorto cujo corpo foi encontrado dois anos depois, havia considerado Bush “encantador” e “muito respeitoso” quando lhe confiou a cremação de seu bebê.
“Foi um choque descobrir o que realmente estava acontecendo”, declarou à BBC, relatando que os restos de seu filho, Sunny, estavam em um saco marrom colocado no chão.
O diretor da funerária admitiu que entregou a quatro mulheres cinzas que não pertenciam a seus filhos, falecidos durante a gestação.
Além de mais de 30 acusações por ter negado um funeral digno a esses falecidos, declarou-se culpado de apropriar-se de doações entregues por familiares a doze organizações de caridade.
As famílias dos afetados agora fazem campanha para a regulamentação do setor.
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