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Líderes europeus defendem soberania da Groenlândia após Casa Branca confirmar planos de aquisição da ilha

Declaração conjunta de sete nações reafirma princípios da ONU e segurança no Ártico em resposta a Trump, que avalia uso da força para controlar o território; governo local rechaça anexação

Nicolas Robert

Porto e montanha são refletidos em uma janela em Nuuk, na Groenlândia
Porto e montanha são refletidos em uma janela em Nuuk, na Groenlândia ODD ANDERSEN / AFP

Por meio de suas redes sociais, os países europeus estão reforçando a mensagem expressa em declaração conjunta assinada pelos líderes de França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca de apoio e defesa da Groenlândia.

O texto destaca que a segurança no Ártico continua sendo uma prioridade fundamental para a Europa e para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Nós e muitos outros aliados aumentamos nossa presença, atividades e investimentos para manter o Ártico seguro e dissuadir adversários. O Reino da Dinamarca – incluindo a Groenlândia – faz parte da Otan”, destaca o comunicado.

Os países europeus citam que a segurança da região deve ser alcançada coletivamente, junto aos Estados Unidos, e “sustentando os princípios da Carta da ONU, incluindo soberania, integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras. Estes são princípios universais, e não vamos parar de defendê-los”.

O texto termina destacando que a “Groenlândia pertence ao seu povo”.

Nesta terça-feira (6), a Casa Branca confirmou que o presidente Donald Trump e sua equipe estão discutindo “opções de aquisição” para a ilha – o que poderia incluir o uso da força.

Enquanto isso, Trump atacou alguns países da Otan em meio às tensões entre EUA, Dinamarca e Groenlândia, ainda que depois tenha reforçado posteriormente o apoio de Washington ao bloco militar.

O líder norte-americano argumenta que os EUA precisam controlar a Groenlândia para garantir a segurança do território da Otan, diante das crescentes ameaças da China e da Rússia no Ártico.

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Na última segunda-feira (5), o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielssen, reagiu com fortes declarações contra Trump, ao rechaçar a ideia de anexação e cobrar respeito ao direito internacional. Representantes dos governos da Groenlândia e Dinamarca tentam – sem sucesso, segundo eles – uma reunião com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Nícolas Robert

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