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Milei demite ministro da Infraestrutura e acaba com a pasta em menos de dois meses de governo

Em comunicado, Casa Rosada informou que decisão mantém o plano inicial do ultraliberal que é de manter apenas oito ministérios 

Sarah Américo

O presidente da Argentina, Javier Milei, diminuiu ainda mais o número de ministérios do seu governo. Quando ele chegou ao poder ele já tinha cortado pela metade, agora, com um pouco mais de um mês de mandato, ele anunciou o fim do ministério da Infraestrutura, que será absorvida pela Economia. Com a decisão, Guillermo Ferraro, ministro de Infraestrutura da Argentina. Segundo comunicado apresentado pelo governo neste sábado, ele apresentará sua renúncia nos próximos dias, mas alegam “razões pessoas”. “Informamos que, nos próximos dias, o ministro irá apresentar sua renúncia por razões pessoais”, diz a nota, que também fala que com essa alteração, o plano inicial será seguido e haverá uma fusão dos ministérios. “Essa medida vai gerar maior coerência na política econômica do Governo Nacional, e permitirá continuar adequando o pressuposto ao atual contexto de crise”. O comunicado também acrescenta que o plano inicial é de oito ministérios, como Milei defendia na campanha eleitoral.

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Apesar do comunicado do governo, o que circula é que a decisão foi tomada depois de Milei considerar Ferraro culpado por vazar informações à imprensa, em uma reunião dura com governadores, quando Milei ameaçou não repassar verba a menos que seus projetos no Congresso fossem aprovados. O ‘Clarín’ diz que a decisão sobre cortar o ministro já havia sido tomada por Milei há dois dias. Esse corte vem em um momento em que o governo tenta negociar com o Legislativo para aprovar seu principal projeto ‘Lei Ônibus’, a qual eles cortaram na sexta-feira, 26, o capítulo final em uma tentativa de acelerar o processo.

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