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Missão da ONU sobre Irã defende que ataques de Israel são ‘indiscriminados e desproporcionais’

Comissão reportou que bombardeios do Estado judeu causaram 'muitas mortes civis e destruição de infraestrutura', levantando 'sérias dúvidas sobre o respeito aos princípios do direito humanitário internacional'

Victor Trovão

Fumaça sobe após uma explosão no centro de Teerã
IRAN-ISRAEL-CONFLICT Atta Kenare/AFP

Diversos ataques de Israel contra o Irã, incluindo os que têm como alvo a televisão estatal iraniana, áreas residenciais e infraestrutura de saúde, são desproporcionais e indiscriminados de acordo com o direito internacional, afirmou nesta segunda-feira (23) a Missão de Investigação da ONU sobre o Irã. “Alguns ataques relatados resultaram em um grande número de vítimas civis e na destruição extensiva da infraestrutura civil, o que, juntamente com a alegada falta de aviso prévio eficaz por parte de Israel, levanta sérias preocupações em relação aos princípios do direito humanitário internacional de proporcionalidade, distinção e precaução”, reportou a missão.

Centenas de civis, incluindo mulheres e crianças, funcionários da televisão iraniana, cientistas e funcionários do Crescente Vermelho, foram mortos em ataques aéreos israelenses, enquanto milhões de pessoas fugiram das principais cidades por medo de novas ações militares, acrescentou a missão em uma declaração também assinada pela relatora da ONU para o Irã, Mai Sato.  “Pedimos a todas as partes que respeitem a lei internacional e a proteção dos civis”, enfatizaram os especialistas, acrescentando que a escalada das hostilidades representa sérios riscos para os civis em toda a região.

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Eles também expressaram preocupação com os detentos que ainda estão sendo mantidos em prisões próximas aos locais de bombardeio, expondo-os a um risco maior, e pediram às autoridades iranianas que os transferissem para longe das zonas de perigo. A missão e o relator para o Irã indicaram que, de acordo com as autoridades iranianas, pelo menos 400 pessoas teriam sido mortas nos ataques, embora as organizações de direitos humanos estimem que o número de mortos seja de 865.

*Com informações da EFE

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