Pompeo diz que membros do Departamento de Estado não falarão no Congresso
O secretário do Departamento de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou nesta terça-feira (1º) que os funcionários da pasta que foram convocados pelo Congresso para prestar depoimento sobre a relação do país com a Ucrânia, em meio à investigação para um possível impeachment do presidente Donald Trump, não falarão.
“Permitam-me ser claro: não tolerarei tais táticas e utilizarei todos os meios à minha disposição para prevenir e expor qualquer tentativa de intimidar os profissionais dedicados que me orgulham no Departamento de Estado”, disse Pompeo em carta enviada ao Comitê das Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.
Os congressistas desse comitê tinham previsto nesta semana os depoimentos de Marie Yovanovitch, que foi embaixadora dos EUA na Ucrânia, e Kurt Volker, que renunciou na última sexta-feira (28) como enviado especial do Departamento de Estado para o país, entre outros funcionários.
Pompeo também declarou nesta terça que esses pedidos do Congresso são “uma tentativa de intimidar e tentar de maneira inadequada os distintos profissionais do Departamento de Estado”.
Na carta, o chefe da diplomacia americana criticou que os requerimentos do comitê incluem “uma vasta quantidade de documentos” e que tentam evitar que os funcionários recebam conselhos por parte da equipe jurídica do Departamento de Estado.
“Com base nas profundas deficiências processuais e legais assinaladas anteriormente, as datas solicitadas pelo Comitê para as deposições não são factíveis”, argumentou Pompeo.
Na semana passada, a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, anunciou a abertura de um processo de impeachment contra Trump devido a uma conversa telefônica ocorrida no dia 25 de julho com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski. A Casa Branca divulgou a transcrição da conversa entre Trump e Zelenski na última quarta (25).
Na ligação, o americano pediu ajuda para investigar o ex-vice-presidente Joe Biden, agora pré-candidato democrata, e seu filho por um suposto esquema corrupção na Ucrânia.
*Com informações da EFE
Assuntos
continue lendo
Mundo
Trump autoriza execução por pelotão de fuzilamento de autor de massacre nos EUA
Nidal Hasan assassinou 13 pessoas em uma base militar no Texas,
- Países da Ásia Central reforçam medidas de controle de fronteiras com a Rússia por surto de peste Estadão Conteúdo · há 3 horas
- Trump celebra vitória de Flávio, mas prevê eleição disputada AFP · há 5 horas
- Esposa de Maduro tem ‘problema muito delicado no coração’, diz filho AFP · há 7 horas
- EUA reabrem embaixada e consulados no Brasil após alerta de segurança Estadão Conteúdo · há 11 horas