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Rússia usou bombas de fragmentação e pode ter cometido crime de guerra, diz organização de direitos humanos

Segundo a HRW, exército russo utilizou equipamento que não distingue alvos civis de militares durante ataques a Kharkiv, o que pode configurar crime de guerra

Guilherme Strabelli

O exército da Rússia teria utilizado bombas de fragmentação durante os ataques à cidade de Kharkiv, no leste da Ucrânia, o que pode configurar um crime de guerra. O apontamento foi feito pela Human Rights Watch (HRW) nesta sexta-feira, 4. O equipamento não faz distinção entre alvos civis e militares. Segundo a HRW, as forças russas atacaram pelo menos três áreas residenciais na cidade no último dia 28. A entidade afirma que identificou o lançamento do tipo de munição. “Kharkiv sofre ataques contínuos das forças russas, então os civis precisam se esconder em porões para evitar explosões e estilhaços”, afirmou o diretor de armamento da HRW, Steve Goose. “Usar bombas de fragmentação em áreas habitadas mostra um desprezo absoluto pela vida das pessoas”, continuou o diretor. A HRW considera que a utilização do equipamento “pode constituir um crime de guerra”. O equipamento contém várias dezenas de pequenas bombas que se espalham. Como algumas não explodem no momento do lançamento, podem se tornar minas terrestres e serem ativadas por pedestres.  A Convenção de Oslo de 2008 proíbe a utilização do equipamento, mas a Rússia não assinou o documento.

*Com informações da AFP