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Televisão estatal do Irã é hackeada e passa mensagem de apoio a manifestantes

Ataque, que durou alguns minutos, exibiu imagens do ex-príncipe herdeiro Reza Phalav, e pediu para que agentes de segurança não apontassem suas armas para o povo

Fernando Keller

Manifestantes queimam imagens do aiatolá Ali Khamenei durante um protesto em solidariedade à revolta iraniana, organizado pelo Conselho Nacional da Resistência do Irã, em Whitehall, no centro de Londres, em 11 de janeiro de 2026, para protestar contra a repressão do regime iraniano ao acesso à internet e "reconhecer seu direito à autodefesa contra as forças do regime". Pelo menos 192 pessoas foram mortas em duas semanas de protestos contra o governo e a crise econômica no Irã, disse um grupo de direitos humanos no domingo, um aumento acentuado em relação ao número anterior de 51 mortos.
Manifestantes queimam imagens do aiatolá Ali Khamenei durante um protesto em solidariedade à revolta iraniana, organizado pelo Conselho Nacional da Resistência do Irã, em Whitehall, no centro de Londres, em 11 de janeiro de 2026, para protestar contra a repressão do regime iraniano ao acesso à internet e "reconhecer seu direito à autodefesa contra as forças do regime". Pelo menos 192 pessoas foram mortas em duas semanas de protestos contra o governo e a crise econômica no Irã, disse um grupo de direitos humanos no domingo, um aumento acentuado em relação ao número anterior de 51 mortos. Foto por CARLOS JASSO / AFP

A televisão estatal do Irã, controlada pela empresa Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB), e que possui diversos canais, passou a transmitir mensagens de apoio aos manifestantes que tomam o país desde o fim de 2025.

O ataque ocorreu no último domingo (18), e durou minutos. As mensagens veiculadas criticavam o regime e mostravam agentes de segurança que estavam trajados com o que pareciam ser uniformes iranianos.

Também foram exibidos vídeos do ex-príncipe herdeiro Reza Pahlavi, e chamados a servidores públicos e soldados a se posicionarem contra o regime. A equipe de Pahlavi republicou as mensagens em suas redes sociais.

“Não apontem suas armas para o povo. Se unam a nação pela liberdade do Irã”, diz uma das mensagens. A agência de notícias americana Associated Press afirmou que a IRIB reconheceu que o sinal da televisão foi “interrompido momentaneamente por uma fonte desconhecida”.

A invasão ocorre em momento que as mortes decorrentes dos protestos já chegaram pelo menos aos 3.941, segundo a ONG Human Rights Activistis News Agency. O governo de Ali Khamenei também está em choque com o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos desde o começo das repressões mais violentas aos protestos. Ambos os países trocaram ameaças de ataques, com o Irã acusando os americanos de incentivar os protestos.

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