Trump assina com líderes de Egito, Turquia e Catar o acordo que põe fim à guerra em Gaza
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os chefes de Estado de Egito, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi; Turquia, Recep Tayyip Erdogan; e Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, assinaram nesta segunda-feira (13), na cidade egípcia de Sharm el Sheikh, o acordo que estipula o fim de dois anos de guerra na Faixa de Gaza.
Diante de uma mesa e com cerca de 30 líderes mundiais ao fundo, os quatro mandatários assinaram e ergueram o documento com o plano de Trump sobre o fim da guerra iniciada em 7 de outubro de 2023.
“Foi um grande obstáculo. Mas tudo correu tão bem que ninguém podia acreditar que estivéssemos aqui, certificando e terminando tudo, e todos estivessem felizes. Nunca antes tinha visto tanta felicidade”, disse Trump, acompanhado de seus homólogos de Egito, Catar e Turquia, e com o restante dos líderes mundiais sentados em poltronas, atuando como testemunhas ao fundo.
O republicano afirmou que já fechou inúmeros acordos antes, mas que “isto decolou como um foguete, e o fez desde o início”, ao mesmo tempo que afirmou: “Ouvi durante anos que este é o acordo mais importante”.
“É o acordo maior e mais complexo, e também é o lugar que poderia provocar problemas tremendos, como a Terceira Guerra Mundial. A Terceira Guerra Mundial começaria no Oriente Médio, e isso não vai acontecer. Na verdade, não queremos que comece em nenhum lugar, mas não vai acontecer. Então, só queria agradecer a todos”, disse.
Pouco antes da assinatura, Trump assegurou que o documento detalha “muitas normas e regulamentos, e muito mais, é muito completo”, ao mesmo tempo que lembrou que no passado foram assinados inúmeros acordos no Oriente Médio relacionados a Israel e ao grupo terrorista Hamas.
“O que não se diz é que finalmente, depois de, suponho, 3 mil anos – ouvi falar de 3 mil a 500 anos -, mas seja o que for, é muito. Mas este foi o único. Foi o maior de todos, e francamente, pensei que provavelmente seria o mais difícil, e talvez em muitos aspectos tenha sido, mas tínhamos muito talento”, acrescentou.
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Trump, que não poupou elogios a Sisi, Thani e Erdogan, afirmou que os líderes que o apoiam “são os maiores líderes, os mais poderosos, os mais ricos”. “E isto aconteceu porque todos se uniram e queriam resolver a situação em Gaza. Queriam resolver toda a questão. Chegou a um ponto em que era uma loucura. E uma vez que se reuniram e começamos a falar, tudo correu bem”, assegurou.
*Com informações da EFE
Publicado por Nícolas Robert
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