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Trump diz que os EUA ‘provavelmente’ voltarão a atacar o Irã nesta quarta

Declaração foi feita após o presidente norte-americano considerar 'encerrado' o cessar-fogo com os iranianos

Estadão Conteúdo

Donald Trump
Donald Trump afirmou que os EUA podem voltar a atacar o Irã. EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que Washington “provavelmente” voltará a atacar o Irã “na noite de hoje”, ao comentar a escalada das tensões com Teerã antes de uma reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara, na Turquia.

Trump voltou a acusar o Irã de descumprir o cessar-fogo diariamente e reiterou que, “com ou sem acordo”, o país “nunca terá uma arma nuclear”. Segundo ele, “não se trata de mudança de regime, mas de armas nucleares”. O republicano também afirmou que o Irã “está se comportando de maneira péssima”, disse que o país “foi destruído” e reconheceu que não sabe se haverá um acordo com Teerã, embora tenha admitido que as negociações “podem prosseguir“.

“Eles não respeitam nenhum acordo. Não sei se teremos acordo. Fechamos algo e no dia seguinte eles mudam”, explicou. Mais cedo, Trump declarou que considera encerrado o acordo provisório com o Irã, apesar de permitir a continuidade das conversas. As declarações ocorrem horas após os EUA retomarem ataques contra alvos iranianos em resposta a ações contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

Sobre a guerra na Ucrânia, Trump avaliou que tanto Moscou quanto Kiev desejam um acordo para encerrar o conflito e disse acreditar que o presidente russo, Vladimir Putin, “quer concluir isso”. O presidente americano classificou como “um sucesso” a reunião da Otan sobre a guerra e afirmou que ele e Zelensky “formaram um forte vínculo”.

Ainda assim, Trump observou que “Putin é um homem difícil, assim como Zelensky“, acrescentando que a guerra “ainda não acabou”. Separadamente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a Rússia enfrenta dificuldades para controlar seu espaço aéreo, fator que, segundo ele, pode favorecer as negociações a favor dos ucranianos.