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Trump restringe contratação de estrangeiros pelo governo dos EUA

Segundo comunicado da Casa Branca, 'é injusto os empregadores federais substituírem americanos perfeitamente qualificados por trabalhadores de outros países'

Rafaela Lara

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou nesta segunda-feira (3) a restrição da contratação de estrangeiros pelo governo federal cujas vagas substituam “injustamente” trabalhadores americanos por “mão de obra estrangeira”. “O presidente Trump decretou a criação de uma política sob a qual as agências federais se concentrarão na força de trabalho americana no âmbito de contratos federais lucrativos. É injusto os empregadores federais substituírem americanos perfeitamente qualificados por trabalhadores de outros países”, anunciou a Casa Branca.

A decisão de Trump veio após a Tennessee Valley Authority (TVA) anunciar a demissão de 20% dos funcionários do setor de tecnologia e transferência das funções afetadas para empresas que operam em outros países. Segundo o governo americano, esta medida pode fazer com que 200 “trabalhadores americanos altamente qualificados percam os empregos para trabalhadores estrangeiros com salários baixos e contratados com vistos temporários”. A decisão vai custar à economia local dezenas de milhões de dólares durante os próximos cinco anos, acrescenta o comunicado.

Antes do anúncio, Michael Pack, o novo diretor da agência que opera a Voice of America – estação de rádio americana ouvida em todo o mundo – suspendeu a renovação de vistos, deixando no limbo pelo menos 76 jornalistas que produzem os programas internacionais. A utilização de contratantes externas é uma prática “especialmente prejudicial no meio de uma pandemia que já tirou os empregos de milhões de americanos”, segundo a declaração. O governo argumentou que, “dado o atual clima de roubo generalizado da propriedade intelectual, a subcontratação de empregos de tecnologia da informação, que envolvem informações confidenciais, podem envolver um risco de segurança nacional”.

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O decreto se refere especificamente à utilização dos vistos H-1B para profissionais altamente qualificados, especialmente nos setores de tecnologia, informática, engenharia e ciência, e exige que as agências federais priorizem a contratação de cidadãos nativos ou naturalizados, ou estrangeiros com residência permanente legal, antes de fazerem contratos com trabalhadores estrangeiros. Desde junho, o governo deixou de emitir vistos H-1B, medida que tem sido criticada por gigantes da tecnologia, como Google, Tesla e Twitter. Até então, os Estados Unidos tinham uma cota anual de 85 mil vistos H-1B, que em todos os últimos cinco anos foi esgotada pela avalanche de pedidos uma semana após o início do período de solicitações.

*Com informações da EFE