79 agências do INSS permanecem fechadas no Estado de São Paulo
Maria Silva trabalha como auxiliar de limpeza e, há quatro meses, cortou o pé esquerdo. Por ser portadora de diabetes tipo 1, precisou ser afastada das atividades. Ela conta que, no dia 24 de agosto, deu entrada no auxílio-doença e que, quase dois meses depois, recebeu o retorno de que havia sido aprovada. Mas o recurso que deveria estar disponível em 15 dias nunca chegou. A auxiliar de limpeza teve dificuldade para marcar o atendimento presencial e, mesmo indo na agência, o problema não foi resolvido.
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Mesmo com a liberação, 79 agências do INSS no Estado de São Paulo permanecem fechadas — o equivalente a 33%. De acordo com Hermenegildo Pires Alves, gerente executivo do INSS da região sul da capital paulista, um dos principais motivos é a falta de servidores aptos para o trabalho — já que os funcionários que fazem parte do grupo de risco seguem afastados. A média de atendimentos, que era de 600 mil mensais, caiu para 277 mil no primeiro mês da reabertura. O advogado de direito previdenciário Luiz Almeida conta que a busca por profissionais da sua especialidade aumentou muito neste período.
*Com informações da repórter Caterina Achutti
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