Acusado de ‘rachadinha’, Gil Diniz nega denúncias e diz que tinha ‘extremo carinho’ por ex-assessor
Conhecido como “Carteiro Reaça”, o deputado e líder do PSL na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Gil Diniz, garantiu, nesta sexta-feira (18), que foi acusado injustamente de operar um esquema de “rachadinha” – quando um servidor repassa parte ou totalidade do seu salário ao político que o contratou. Em entrevista ao Jornal da Manhã, ele disse que não sabe o motivo de ter sofrido esse “ataque político” de alguém por quem tinha “extremo carinho”, seu ex-assessor, Alexandre de Andrade.
Diniz contou, ainda, que fez um Boletim de Ocorrência de denunciação caluniosa contra Andrade. “Foi um ataque político. Eu não esperava, realmente não esperava, não consigo entender o porque, mas aos poucos a verdade vai aparecendo. Não tenho mais nenhuma relação de amizade, era uma pessoa que eu tinha extremo carinho, tinha boa aproximação conosco, era um amigo, mas vamos responder naturalmente no Ministério Público. Já fiz um B.O. de denunciação caluniosa e ele vai ter que provar as acusações que me fez. Estou muito tranquilo para responder odas as denúncias ao MP”, declarou.
Para o deputado, a denúncia, além de “superficial e e totalmente infundada”, é de fácil refutação. “É vazio. Ele não aponta nomes, fala na denúncia que via dinheiro vivo no meu gabinete para pagar contas minhas pessoais, mas como? Se ele foi afastado por mim e passou quatro meses em casa, como contou [na denúncia, Andrade diz que foi afastado por não ter aceitado devolver seu salário], como ele viu isso?”, questionou.
“Não passa de uma falácia. A própria rede social dele o refuta. Ele disse que foi proibido de ir à Assembleia, mas tem foto dele nos eventos que eu fiz, foto comigo, em eventos que ele organizou”, continuou.
De acordo com Diniz, a denúncia foi uma forma de atacá-lo para, assim, atingir o presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Nós defendemos a família Bolsonaro, o governo do presidente, então fica difícil falar em mea culpa quando nós estamos sofrendo mentiras e ataques contra nossa imagem e nossa honra. Denunciação caluniosa é muito grave. Usar o MP, um instrumento de estado contra um mandato. Sou próximo da família Bolsonaro, do Eduardo, do próprio presidente, então usar o MP para me atacar e atingir o governo é de uma covardia sem tamanho”, finalizou.
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