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Agronegócio brasileiro manifesta preocupação à tarifa de Trump

Segundo a FPA, os produtos que serão os mais prejudicados são itens florestais, carnes, café, suco de laranja, açúcar, etanol e produtos de origem vegetal

Luisa Cardoso

Imagem aérea mostra um drone sobrevoando um extenso campo agrícola, por onde passa um trator
dji-4204801_1920 Imagem de DJI-Agras por Pixabay

O recente anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implementar uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, gerou uma onda de preocupação em diversos setores do Brasil, com destaque para o agronegócio. A medida, que visa atingir diretamente as exportações brasileiras, foi recebida com apreensão pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), composta por deputados e senadores. Segundo a FPA, os produtos do agronegócio serão os mais prejudicados, incluindo itens como produtos florestais, carnes, café, suco de laranja, açúcar, etanol e produtos de origem vegetal, que são as principais exportações brasileiras para os Estados Unidos. A reação não tardou a chegar de diversas associações setoriais. A Associação dos Exportadores de Suco, por exemplo, manifestou-se contrária à sobretaxa, destacando que a medida é prejudicial não apenas para o setor, mas também para os consumidores americanos, que há décadas dependem do Brasil como principal fornecedor.

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De forma semelhante, a Associação da Indústria do Plástico ressaltou que a decisão impacta negativamente empresas que exportam produtos de alta complexidade e que geram empregos qualificados no Brasil. A Associação Brasileira das Exportadoras de Carnes também expressou preocupação, alertando que o aumento da tarifa pode prejudicar o comércio e o setor produtivo, além de enfatizar a necessidade de evitar que questões geopolíticas se transformem em barreiras comerciais. Em resposta à medida anunciada por Trump, o governo brasileiro está considerando a aplicação da lei da reciprocidade, que envolveria a imposição de uma taxa de 50% sobre produtos americanos.

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