Além da Aliança pelo Brasil, mais de 70 partidos estão em processo de criação no TSE
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reúne, nesta terça-feira (26), para decidir sobre a validade de assinaturas digitais para criação de partidos políticos. A decisão é aguardada com grande expectativa, já que terá impacto direto nos planos do Aliança pelo Brasil – novo partido do presidente Jair Bolsonaro, lançado na última semana.
Para ter candidatos nas eleições do ano que vem, o Aliança precisa conseguir cerca de 490 mil assinaturas de apoiadores de nove Estados do país, e elas devem ser conferidas e reconhecidas pela Justiça Eleitoral até 6 meses antes do pleito, ou seja, até abril. O próprio presidente já reconheceu que não há tempo hábil para recolher as assinaturas fisicamente e, por isso, a decisão do TSE é tão importante.
De qualquer forma, após recolher as assinaturas, o Aliança pelo Brasil entra em uma lista de nada menos que 76 partidos que já conseguiram o apoiamento necessário e aguardam a homologação por parte da justiça.
Há quem queira, por exemplo, criar o PINA, o Partido da Inelegibilidade automática – a ideia é que os eleitos pela legenda não se tornem ‘políticos profissionais’ e não disputem reeleição ou aceite cargos públicos após o término do mandato. O TSE também analisa o pedido de criação do Partido das Sete Causas, do Partido Manancial Nacional, do Partido Nacional Corintiano, do Partido Pirata do Brasil e do Partido Político Animais.
Na lista dos partidos em formação no TSE estão ainda legendas que já foram bastante importantes em outros momentos da história brasileira. De Campinas vem o pedido de recriação da Aliança Renovadora Nacional, o Arena, e há ainda uma disputa sobre o União Democrática Nacional – são três pedidos para criação de um partido com a sigla UDN no sistema do TSE.
É bom lembrar, no entanto, que já há 32 partidos políticos registrados no país, 25 deles com representatividade na Câmara dos Deputados. Todos recebem verba pública para custeio, o chamado fundo partidário.
O alto número de legendas, segundo especialistas, trava o processo legislativo por dificultar as negociações e a identificação do eleitor com a sigla. Isso faz com que os partidos políticos sejam, de acordo com pesquisas de opinião, uma das instituições mais descredibilizadas do país.
E caso haja uma autorização para que a fase mais complicada para criação de uma legenda, que é o recolhimento das quase 500 mil assinaturas, seja feita por meio eletrônico, o número de partidos no Brasil deve aumentar exponencialmente, colocando o país, mais uma vez, na contra-mão da tendência mundial.
*Com informações do repórter Antonio Maldonado
Assuntos
continue lendo
Política
TSE nega pedido do Novo e libera atos ‘Brasil nas Ruas’ com artistas pró-Lula
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva concluiu que os elementos trazidos pelo Novo não demonstram que os eventos constituam comícios ou reuniões eleitorais organizados para promover a candidatura
- ‘Bondades’ anunciadas por Lula em 2026 somam até R$ 178,1 bilhões ao ano Jovem Pan · há 3 dias
- Trump diz que Groenlândia tem maior reserva de petróleo do mundo e que ela será explorada Estadão Conteúdo · há 4 dias
- Eleições 2026: mais de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar no 1º turno Jovem Pan · há 2 semanas
- Allyson Bezerra e Cadu Xavier vão para o 2º turno pelo governo do RN Júlia Lara · há 2 semanas