Ao votarem, ministros do STF discursaram pelo fortalecimento da democracia
Ao votarem neste domingo, 30, alguns dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ressaltaram a força da democracia e evitaram dar declarações sobre as operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A presidente da corte, ministra Rosa Weber, votou no início da tarde, em Brasília, e ao sair da sessão falou sobre a importância desta eleição: “É um lugar comum, mas é preciso sempre reiterar que se constitui a festa da democracia. E cada vez que nós como povo nos dirigimos às urnas e escolhemos os nossos dirigentes, nós reafirmamos a nossa democracia e reafirmamos o Estado Democrático de Direito”. O ministro Luís Roberto Barroso também votou em Brasília, onde afirmou que em um abiente democrático não há espaço para os derrotados não aceitarem o resultado das urnas: “O Brasil vive há 34 anos com estabilidade institucional e eu nunca considero nenhuma hipótese que não seja aquelas previstas pela Constituição. De modo que, certamente nós já percorremos todos os ciclos do atraso. Nenhum setor e segmento responsável da sociedade brasileira deseja a volta da ditadura e da ruptura institucional”.
O ministro Gilmar Mendes votou em Diamantino, sua cidade natal no Mato Grosso, e declarou que as tensões e polarização dessas eleições ficaram dentro do esperado: “Tivemos algum stress do ponto de vista retórico, é normal. É uma disputa muto acirrada. Mas acho que correu dentro da normalidade e aí também os méritos são da Justiça Eleitoral, que antecipou eventuais abusos e exageros que pudessem ocorrer e tomou as medidas adequadas”. O ministro Alexandre de Moraes, que é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou em uma escola da Zona Oeste de São Paulo, onde afirmou que os eleitores confirmam a lisura das urnas eletrônicas: “O eleitor está participando por quê? Porque sabe da lisura das urnas eletrônicas e quer atestar isso, quer auxiliar a Justiça Eleitoral a de uma vez por todas acabar com essa notícia fraudulenta e notícias criminosas de que há fraude nas urnas eletrônicas”.
O ministro Dias Toffoli afirmou que as eleições brasileiras são as mais bem organizadas do mundo: “Quem diz isso não sou eu, mas os próprios observadores internacionais de vários grupos de organismos internacionais diferentes que dizem isso, nunca viram eleições tão bem organizadas em nenhum outro local do mundo”. O ministro Ricardo Lewandowski disse que a participação dos eleitores demonstra que o Brasil ingressou definitivamente no rumo da democracia: “As eleições que vem sendo travadas desde 1988 demonstram isso, demonstram que o povo brasileiro fez uma opção pela democracia e vota com a maior naturalidade. E as urnas eletrônicas constituem um instrumento de facilitação da expressão da vontade popular.
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*Com informações do repórter Victor Hugo Salina
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