Após 10 anos em negociação, Prefeitura aprova projeto de restauro da fachada do Edifício Copan
Entre tantos arranha-céus, aquele “S” não passa despercebido. A gente pensa em uma imagem do horizonte da capital paulista e o Copan ocupa lugar de destaque. São 120 mil metros quadrados de área construída, 115 metros de altura e 1160 apartamentos. O edifício chama Copan porque ele foi encomendado pela Companhia Pan Americana de Hotéis e Turismo. O desenho original é do arquiteto Oscar Niemayer. Entre a concepção do projeto e a finalização da obra, se passaram 12 anos. Foram alguns percalços, mudanças na planta, dificuldades financeiras, mas uma vez inaugurado, na década de 1960, o edifício passou a ser um dos metros quadrados mais caros de São Paulo. Hoje estamos acostumados a vê-lo cercado pela rede de proteção, colocada para impedir acidentes com as pastilhas que se descolam do prédio. Depois de 10 anos em negociação com a Prefeitura, um projeto de reforma foi aprovado. Entre os comerciantes estabelecidos nas galerias a expectativa é grande.
O empresário Raimundo Oliveira tem uma pizzaria no local há 27 anos. “Hoje está atraindo muito o pessoal para o lugar no fim de semana para vir conhecer o Copan. E agora, eu acho que essa reforma só vai trazer benefícios para a gente aqui no comércio. Eu estou comemorando já”, relata Oliveira. A diretora do departamento de Patrimônio Histórico de São Paulo, Lícia Ferreira, explica porque foram tantos anos de tratativas. O Copan é tombado, por isso, a manutenção precisa atender requisitos. Para ela, a demora consistiu em encontrar um projeto que correspondesse a uma solução adequada as necessidades e que tivesse durabilidade. “Em um primeiro momento, eles queriam apenas refazer as pastilhas e a gente solicitou que fossem feitos, também, os restauros da caixilharia, das janelas, de outros elementos, de modo que a gente alcançasse a recuperação total da fachada. A ideia foi garantir a preservação final de todas as características arquitetônicas externas do edifício como prevê a resolução tombamento.
[jp-related-posts ids=”1173184,1173181,1173175″]
Há 28 anos como sindico do Copan, Affonso Prazeres de Oliveira diz que é um sonho a caminho de realização. Por enquanto, a administração está trabalhando no projeto executivo da reforma, que ficara pronto em novembro e trará uma estimativa de custo. A partir daí, é ir atrás de parcerias, pois o que o condomínio tem em caixa não é suficiente para a obra. “Nós temos quase que 2 mil metros quadrados favoráveis para parcerias e publicidade na faixada do prédio enquanto do restauro. Eu tenho que fazer a remoção, provavelmente, de quase 80% das pastilhas que ai estão para substituí-las. Trabalho em dobro”, afirma. A reforma deve contemplar outros aspectos também como infiltração, tratamento do concreto. A obra deve demorar de 4 a 5 anos.
*Com informações da repórter Carolina Abelin
Assuntos
continue lendo
Brasil
Metrô de São Paulo estende operação 24 horas nos fins de semana até janeiro de 2027
Em caráter experimental, linhas de metrô 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata continuarão funcionando sem interrupção entre sábado e domingo
- Ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini é candidato ao governo do ES Júlia Lara · há 1 semana
- Estreante, conheça a médica Natasha Slhessarenko que disputa governo de MT e realizou o sonho da mãe Sarah Américo · há 1 semana
- Medalista olímpica, Leila do Vôlei tenta reeleição ao Senado pelo DF Júlia Lara · há 4 semanas
- Renan Santos formaliza pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli, do STF Marcelo Bamonte · há 4 semanas