Após 12 anos, Argentina poderá dar adeus ao kirchnerismo neste domingo

  • Por Jovem Pan
  • 21/11/2015 11h18
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<p>Mauricio Macri (de terno) EFE/PRENSA CAMBIEMOS Mauricio Macri

A oposição da Argentina se mantém na frente e país pode dar adeus ao kirchnerismo neste domingo depois de doze anos. Maurício Macri, prefeito de Buenos Aires, continua com uma vantagem de oito a 11 pontos em relação ao candidato indicado pelo governo.

Daniel Scioli, apoiado por Lula e Cristina Kirchner, diz que a América Latina assiste a um crescimento da direita e tenta reverter a desvantagem.

Para o professor de relações internacionais da ESPM, Mario Sacchi, uma derrota da esquerda na Argentina pode ser um duro golpe no Mercosul. “Nós estamos deixando de fazer negócios com a Europa. Porque o Mercosul ainda não assinou o acordo entre todos os países. Estamos perdendo o terceiro mercado que temos para o Brasil em termos de comércio”, afirmou.

Mario Sacchi chamou a atenção também para o caso da Venezuela, que pode ver uma derrota fragorosa do chavismo nas eleições legislativas.

O professor de relações internacionais da USP, Alberto Pfeifer, disse a Victor La Regina que a queda das commodities explica em parte a crise dos populistas: “com a retração dos preços das commodities, esses governos perderam a capacidade de continuarem com seus esquemas distributivistas”.

O candidato kirchnerista Daniel Scioli vem repetindo estratégia similar de Dilma e Tabaré Vasquez, que tentaram se descolar da imagem do governo em crise. O peronista também acusa Macri de querer privatizar estatais argentinas e ter um acordo com o Fundo Monetário Internacional.

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