Bolsonaro cobra do GSI mais acesso a dados estratégicos e de segurança
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), voltou a cobrar acesso a mais dados estratégicos e de segurança. A cobrança aconteceu durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto. Visivelmente irritado, Bolsonaro usou boa parte da reunião para cobrar o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), dizendo que os órgãos de inteligência não são ágeis em antecipar informações. O caso mais recente que irritou Bolsonaro foi quando ele pediu informações ao GSI sobre Carlos Alberto Bettoni, apoiador do presidente que teria sido empurrado contra um caminhão pelo ex-vereador Maninho do PT. Na época, Bolsonaro se irritou ao ser informado de que não teria acesso à investigação. Além disso, como resposta, um aliado do presidente recebeu a informação de que Betonni estava se recuperando bem, mas os assessores do presidente descobriram que o homem havia morrido de Covid-19. O ex-vereador Maninho do PT prestou depoimento em maio deste ano, já que responde por tentativa de homicídio, e disse que gostaria de pedir perdão a Betonni. O GSI tem orientado a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a dar maior agilidade nas informações. Porém, desde que o presidente disse publicamente que ele tinha o direito de saber o que se passava dentro da Polícia Federal e o então ex-ministro da Justiça Sergio Moro (União-PR) acabou dizendo isso publicamente para a imprensa, gerando um clima de tensão no governo, Bolsonaro tem tido dificuldades em receber informações de determinadas investigações, mesmo tendo trocado o comando da PF. A crítica do presidente foi vista publicamente durante a reunião ministerial de 22 de abril de 2020. A reportagem entrou em contato com o GSI, que informou que “não se manifesta sobre os assuntos relacionados com a inteligência de Estado”. Já a Abin informou por meio de nota que realiza o assessoramento oportuno à Presidência da República com vistas à redução de incertezas diante da necessidade de decidir e que compete a ela somente contribuir com as autoridades constituídas.
*Com informações do repórter Maicon Mendes
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