Coronavírus: Instituto Butantan quer zerar a fila de exames até quarta-feira

  • Por Jovem Pan
  • 21/04/2020 09h24 - Atualizado em 21/04/2020 09h26
EFE/EPA/DIEGO AZUBELA testagem é voltada a amostras de pacientes mortos ou com casos graves associados aos sintomas do novo coronavírus

O Instituto Butantan, em São Paulo, pretende zerar a fila de testes para o novo coronavírus até esta quarta-feira (22). Em 7 de abril, 17 mil amostras estavam pendentes de análise.

“Isso já se reduziu. Na quarta, esperamos anunciar que a fila foi zerada”, garante o diretor da instituição, Dimas Covas. Segundo ele, demora foi causada pela dificuldade de obter insumos e da centralização dos exames no Instituto Adolfo Lutz.

Assim, para acabar com a espera, o governo do Estado criou uma rede com outros hospitais e hemocentros estaduais da capital e do interior para acelerar as análises. A rede realiza cerca de 5 mil testes por dia. “Vamos chegar a 8 mil muito rapidamente”, garante.

A testagem é direcionada para amostras de pacientes mortos ou em estado grave. Com o amento da capacidade, os exames serão feitos também em profissionais de saúde, mesmo que em quadros leves. A projeção é de que os resultados saiam em até 48 horas.

“Com isso, podemos atender a demanda imediata, principalmente dos municípios do interior que, sem os exames, podem ter a sensação que o vírus não chegou, mas que, na verdade, foi o exame que não foi feito”, comenta Covas. “Vai nos ajudar a ter uma fotografia dessa epidemia mais próxima da realidade. Vai permitir que as autoridades tomem decisões fundamentadas em fatos.”

O diretor do Butantan afirma que a necessidade de ampliar a rede também acontece para se preparar para o avanço da pandemia e para que o governo não enfrente mais falta de insumos. “Se espera que a demanda vá aumentar muito rapidamente à medida que a curva (de casos) também cresça. Esperamos que não seja explosivo.”

De acordo com Covas, a maior participação do Grupo Fleury em parceria com Bradesco Seguros, a Coca-Cola Brasil e a Coca-Cola FEMSA, que vão realizar e subsidiar 26 mil testes em um espaço no Jabaquara, na zona sul da capital. O valor estimado é de R$ 4 milhões, sem custos para o poder público.

*Com informações do Estadão Conteúdo