CoronaVac é ainda mais eficaz com intervalo maior entre as doses, aponta estudo

Artigo divulgado pelo Instituto Butantan mostra que efetividade do imunizante é de 50,7%, podendo chegar a 62,3% se o intervalo entre a aplicação da primeira e da segunda dose for maior do que 14 dias

  • Por Jovem Pan
  • 11/04/2021 19h38 - Atualizado em 11/04/2021 21h59
EFE/Antonio Lacerda/ArchivoEstudo do Instituto Butantan afirma que a CoronaVac se mostrou eficaz contra as variantes P1 e P2 do coronavírus

Um estudo clínico final divulgado neste domingo, 11, pelo Instituto Butantan indica que a CoronaVac é ainda mais eficaz contra a Covid-19 do que as análises divulgadas em dezembro e janeiro apontavam. De acordo com o artigo científico, a eficácia da vacina para casos sintomáticos da doença subiu de 50,38%, valor divulgado inicialmente, para 50,7%, com a possibilidade de aumentar para 62,3% se o intervalo de aplicação entre a primeira e a segunda dose for superior a 14 dias. O estudo ainda comprova que o imunizante produzido pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac se revelou eficaz na proteção contra as variantes P1 e P2 do coronavírus por se tratar de uma vacina feita a partir do vírus inativado.

Os novos resultados também mostraram que, para os casos que exigem assistência médica, a eficácia da CoronaVac variou entre 83,7% e 100%, enquanto o estudo preliminar que permitiu a autorização para uso emergencial indicou uma efetividade entre 78% e 100%. “Esse estudo corrobora o que já havíamos anunciado há cerca de três meses e nos dão ainda mais segurança sobre a efetiva proteção que a vacina do Butantan proporciona. Não resta nenhuma sombra de dúvida sobre a qualidade do imunizante”, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan. O artigo científico foi publicado no modo “pré-print”, que é quando ainda não foi revisado por outros cientistas, e foi submetido neste domingo para revisão e publicação na revista científica The Lancet. O estudo foi realizado entre 21 de julho e 16 de dezembro de 2020 e teve a participação de 12.396 participantes, todos voluntários, em 16 centros de pesquisa brasileiros. Todos receberam ao menos uma dose da vacina ou placebo. Desse total, houve 9.823 participantes que receberam as duas doses.