Covid-19: Leitos de UTI da rede privada entram em colapso no interior de MG

Uberaba registra, desde o início da pandemia, 15.314 casos e 352 mortes em decorrência da doença; no último sábado, 27, a prefeitura devolveu 30 mil testes do tipo RT-PCR ao governo federal

  • Por Jovem Pan
  • 28/02/2021 17h54 - Atualizado em 28/02/2021 18h05
Cecília Fabiano/Estadão ConteúdoNo último sábado, 27, a cidade registrou três mortes pela doença, sendo duas mulheres de 84 e 88 anos e um homem de 58 anos

Neste sábado, 27, os leitos de UTI da rede privada para tratamento de pacientes com Covid-19, em Uberaba, interior de Minas Gerais, entraram em colapso. Segundo monitoramento da prefeitura, 100% das 32 unidades disponíveis já estão ocupadas. Ainda na rede particular, os leitos de enfermaria registram 90% de ocupação. Já na saúde pública, as UTIs e enfermarias para atentedimento de casos de coronavírus estão com taxas de ocupação de 62% e 59% respectivamente. Neste sábado, a cidade de quase 340 mil habitantes registrou três mortes pela doença, conforme dados atualizados pela Secretaria Municipal de Saúde. Os pacientes são uma mulher de 84 anos, internada há dez dias em hospital público, um homem de 58 anos, internado há 23 dias em hospital particular, e mulher de 88 anos, internada há oito dias em hospital particular. No acumulado desde o início da pandemia, o município registra 352 óbitos e 15.314 casos do novo coronavírus, sendo que 13.359 pessoas já se recuperaram.

Ainda no sábado, a Prefeitura de Uberaba comunicou que recebeu do governo federal 30 mil testes do tipo RT-PCR para diagnosticar Covid-19 com vencimento para o final de abril. Porém, segundo técnicos da Secretaria Municipal de Saúde, os exames estavam incompletos e tiveram de ser devolvidos. “O teste enviado não contém o kit de coleta da amostra, que consiste, dentre outras coisas, no swab que é o cotonete aplicado na região nasal e o tubo onde o material colhido é armazenado para ser enviado ao laboratório”, diz a nota. Levantamento feito pela pasta apontou que o município gastaria quase um milhão de reais para adquirir os itens em falta nos testes. Diante deste e de outros problemas detectados pelo órgão, como a inviabilidade de aplicar todos os exames até o fim do prazo de validade, o município optou por devolver o material ao governo federal e requisitou o envio de novos testes.