Em relatório da ANA, barragem de Brumadinho era considerada de baixo risco de acidentes

  • Por Jovem Pan
  • 25/01/2019 20h45 - Atualizado em 25/01/2019 20h52
CHRISTYAM DE LIMA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOBarragem da Vale se rompeu em Brumadinho, em Minas Gerais, nesta sexta-feira (25)

A barragem Mina do Feijão, rompida no início da tarde desta sexta-feira (25), em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, estava classificada como de baixo risco de acidentes e alto potencial de danos, no Relatório de Segurança de Barragens, elaborado pela Agência Nacional de Águas (ANA).

A última edição do relatório foi lançada em novembro do ano passado, com informações relativas a 2017. Em nota encaminhada nesta tarde, a agência reguladora reafirmou que, para elaborar o documento, encaminhou formulário para os órgãos fiscalizadores, que declararam as informações sobre as barragens sob sua responsabilidade.

“Neste questionário, a ANA perguntou quais barragens estariam em situação crítica e a barragem rompida nesta sexta-feira não foi apontada como crítica pela Agência Nacional de Mineração (ANM), responsável pelas informações das barragens de rejeito de minério”, disse a agência, por meio de nota.

A agência disse ainda que, para informações sobre a barragem de rejeito de minério da Vale, a ANM deve ser consultada. Mais cedo, a ANA informou que está monitorando a onda de rejeitos da barragem, pois havia a preocupação de que esse material atingisse a Usina Hidrelétrica Retiro Baixo, mas que a barragem da usina, localizada a 220 quilômetro do local do rompimento, possibilitará amortecimento da onda de rejeito. “Estima-se que essa onda atingirá a usina em cerca de dois dias”, diz a nota.

A agência destacou que se solidariza com os afetados pelo rompimento da barragem em Brumadinho e informou que está coordenando ações para manutenção do abastecimento de água e sua qualidade para as cidades que captam água ao longo do Rio Paraopeba.

Com informações de Agência Brasil