Explosão no Jaguaré: Sabesp e Comgás firmam acordo após protesto de moradores
Ficou acertado que as diárias de hotel seriam liberadas de forma imediata e seria definido neste sábado, 23, um aluguel temporário para cada família, em valor que será revisto a cada seis meses
Depois de um protesto realizado na noite de sexta-feira, 22, moradores do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, desalojados pela explosão em uma obra da Sabesp, conseguiram um acordo para continuar em hotéis e receber auxílio-aluguel até que seja dada solução de moradia definitiva para as famílias. Na sexta, eles tinham sido notificados para deixar os hotéis, já que a permanência não tinha sido renovada. A Sabesp e a Comgás assumiram o atendimento às famílias atingidas, com divisão de responsabilidades.
Ameaçados de ficarem ao relento, cerca de 60 moradores fizeram um protesto na Avenida Presidente Altino e atearam fogo em objetos. A via chegou a ser interditada, sendo liberada só ao final do protesto. Eles alegavam que foram avisados para deixar os hotéis porque o contrato firmado com as concessionárias responsáveis pelo atendimento emergencial não tinha sido prorrogado. Eles também cobraram definições sobre auxílio aluguel e moradia definitiva, com eventual reassentamento.
A reunião, realizada após o encerramento do protesto, teve a presença de representantes da Sabesp e da Comgás, da Gerência de Apoio do Governo de São Paulo, do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Defensoria Pública do Estado (Defen-SP), além de organizações sociais.
Ficou acertado que as diárias de hotel seriam liberadas de forma imediata e seria definido neste sábado, 23, um aluguel temporário para cada família, em valor que será revisto a cada seis meses.
A Defensoria pediu que as concessionárias estabeleçam com urgência uma previsão para as indenizações, além de um pagamento provisório, sem prejuízo das demais indenizações que venham a ser estabelecidas.
Em nota, neste sábado, 23, a Sabesp disse que, desde o início do caso, a Comgás assumiu a responsabilidade pela hospedagem emergencial e acomodação temporária das famílias desalojadas. Já à Sabesp coube atuar nas ações de assistência social, pagamento do auxílio emergencial e recuperação dos imóveis atingidos na comunidade.
“Ontem, diante do descontentamento apresentado pelos moradores, a Sabesp se prontificou a se reunir com os moradores para solucionar todas as questões que estão sendo apresentadas, independentemente das responsabilidades inicialmente assumidas. A Sabesp reitera que não medirá esforços para resolver a situação e garantir condições dignas a todas as famílias atingidas”, afirma.
Ainda segundo a companhia, até este sábado, 23, 798 famílias receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil. Ao todo, 300 imóveis foram vistoriados, com ações de limpeza, reparos emergenciais e reformas definitivas já executadas em parte das residências impactadas. “A Companhia reforça sua solidariedade às famílias atingidas e segue atuando para garantir assistência e recuperação das áreas afetadas”, diz.
A reportagem entrou em contato com a Comgás. Até a publicação deste texto, ainda aguardava retorno. Este espaço segue aberto.
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