Flordelis e outros nove acusados irão a júri popular por morte de pastor

Desembargadores rejeitam recursos da ex-deputada e de filhos por conta de indícios da materialidade do homicídio de Anderson do Carmo

  • Por Jovem Pan
  • 29/09/2021 00h40 - Atualizado em 29/09/2021 00h55
WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDODefesa de Flordelis pediu nulidade do processo, mas não foi atendida

A ex-deputada federal Flordelis de Santos Souza e outros nove acusados pela morte do pastor Anderson do Carmo irão a júri popular, decidiu a Justiça do Rio de Janeiro. Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negaram recursos de Flordelis e de outros seis acusados por unanimidade ao acompanhar o voto do relator, Celso Ferreira Filho. Anderson foi morto a tiros em junho de 2019, na garagem da casa em que vivia com a ex-deputada, em Niterói (RJ), e ela é acusada de ter ajudado a orquestrar o homicídio em conjunto com filhos biológicos e adotivos.

No recurso, a defesa de Flordelis pedia a reforma da sentença e a nulidade do processo, alegando que não havia certeza da materialidade do crime de homicídio, mas o relator negou a nulidade defendendo que a justiça tem indícios de autoria e da participação da ex-deputada no planejamento do homicídio. Além de Flordelis, também foram indiciados os filhos biológicos Adriano, Flávio e Simone. O mesmo ocorreu com a neta Rayane e os filhos adotivos Carlos Ubiraci e Marzy. Na 3ª Vara Criminal de Niterói, vão à júri popular André Luiz de Oliveira, outro filho adotivo, o ex-PM Marcos Siqueira Costa e sua esposa, Andrea Santos Maia.

A defesa da ex-parlamentar afirmou que a ré “jamais planejou, orquestrou ou influenciou a morte da vítima”, para afastá-la das acusações pelos delitos de associação armada e uso de documento ideologicamente falso. Mas o relator disse em seu voto que “os depoimentos colhidos, o sigilo levantado das comunicações e a perícia dos telefones celulares, com a extração das mensagens trocadas entre a recorrente e os corréus Flávio, Marzy, Simone, André e Rayane comprovam o vínculo criminoso existente entre eles.”, destacou o relator em seu voto.