Francischini quer definir relator da reforma ainda nesta semana

  • Por Jovem Pan
  • 26/03/2019 17h45 - Atualizado em 26/03/2019 17h47
Pedro de Oliveira/Alep"Um relator do PSL é uma das possibilidades", disse o deputado.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini (PSL-PR), disse nesta terça-feira, 26, que deve indicar o relator da reforma da Previdência na comissão ainda nesta semana.

Ele disse que tentará realizar uma reunião ainda hoje, 26, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, para bater o martelo sobre o nome. “Mas a questão da relatoria cabe a mim”, enfatizou. “Um relator do PSL é uma das possibilidades”, adiantou o deputado.

A CCJ aprovou nesta tarde um acordo para a ida de Guedes à comissão no dia 3 de abril – quarta-feira da próxima semana. Segundo Francischini, a justificativa de Guedes para não comparecer porque ainda não há um relator designado “pegou mal”.

“Pegou mal a nota redigida pelo Ministério da Economia, não foi a forma correta de fundamentação. Essa questão de não vir devido à falta de um relator não foi construída comigo”, acrescentou o deputado. “Não há rusga nenhuma, não vou entrar em atrito com ninguém”, completou.

O presidente da CCJ disse ainda que havia combinado em um almoço na última sexta-feira, 22, com Onyx que o relator da reforma na comissão seria escolhido nesta semana após “fatos políticos que tornassem o ambiente mais favorável”, nas palavras dele.

Francischini ainda cobrou do governo uma unidade maior de discurso em torno da defesa da reforma. “Algumas correntes do governo não estão alinhadas politicamente. Temos visto isso em entrevistas: uma pessoa diz algo e outra diz o contrário. É preciso haver uma uniformidade”, completou.

Apesar dos atritos, Francischini disse que “com uma construção básica” ainda é possível aprovar a reforma na Câmara no primeiro semestre deste ano. “O que atrapalhou muito foram os atritos na semana passada entre os Poderes e também (atritos) internos na Casa”, disse.

Ele avaliou, porém, que é difícil aprovar a proposta também no Senado ainda no primeiro semestre. Segundo o presidente da CCJ, o mais provável é que os senadores apreciem a matéria no início do segundo semestre.

*Com informações do Estadão Conteúdo