Governo de SP autoriza crédito de R$ 2,6 bilhões para túnel Santos-Guarujá

Valor foi liberado por decreto e será destinado à Secretaria de Parcerias em Investimentos

  • Por Jovem Pan
  • 21/03/2026 11h07 - Atualizado em 21/03/2026 11h08
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Divulgação / Governo de SP Governo de SP autoriza crédito de R$ 2,6 bilhões para túnel Santos-Guarujá Governo de SP autoriza crédito de R$ 2,6 bilhões para túnel Santos-Guarujá

O governo de São Paulo autorizou a abertura de um crédito de R$ 2,6 bilhões para a Secretaria de Parcerias em Investimentos, por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado na sexta-feira (20). O recurso será destinado ao projeto do túnel entre Santos e Guarujá.

A medida permite o uso do valor no orçamento estadual para despesas de capital ligadas ao projeto. O crédito foi aberto por meio de decreto assinado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Segundo o governo, o recurso garante o andamento do projeto do túnel, que prevê a ligação entre os dois municípios da Baixada Santista. A obra é estruturada por meio de parceria entre poder público e iniciativa privada.

O projeto prevê uma travessia com cerca de 1,5 km de extensão, com parte submersa, e tem como objetivo reduzir o tempo de deslocamento entre as cidades e apoiar o fluxo de cargas na região do Porto de Santos.

Previsão de entrega para 2031

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O governo paulista confirmou a assinatura, em janeiro, de um contrato de Parceria Público-Privada (PPP) com o grupo português Mota-Engil, para a construção do Túnel Santos-Guarujá. Nele, estão previstas a entrega da obra até 2031 e uma concessão de operações de 30 anos. O valor estimado é de R$ 7 bilhões.

A ligação entre as cidades é feita hoje por balsas e por uma rodovia local, com trajeto de 40 quilômetros de distância. Com a nova estrutura, o tempo de trajeto cai dos atuais 30 minutos (balsa) a uma hora (rodovia) para cerca de 5 minutos.

Segundo o governo, a licença ambiental prévia já foi emitida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que atesta a viabilidade e autoriza o avanço das próximas etapas.

A análise considerou aspectos como impactos sobre manguezais, fauna, flora, ruído e desapropriações, e estabeleceu condicionantes. A região é crítica, com comunidades precárias em parte do estuário e morros do entorno.

*Com informações da Agência Brasil

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