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Grande ABC terá primeira pesquisa censitária dedicada à população LGBTQIA+

A pesquisa censitária terá caráter abrangente e pretende coletar dados robustos sobre identidade, cidadania, comportamento, participação política e episódios de violência e discriminação

Felipe Cerqueira

México LGBT não-binário
mexico-lgbt-nao-binario DIPTENDU DUTTA / AFP

Uma iniciativa inédita e histórica vai mapear a realidade da população LGBTQIA+ nas sete cidades que integram o Grande ABC: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. A pesquisa é uma iniciativa da Coordenadoria de Políticas de Diversidade Sexual do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, por meio da Coordenação de Diversidade Sexual, atualmente coordenada pelo Dr. Rafael Calumby.

Fruto da parceria entre a Rede Amalgamar e o Núcleo de Estudos de Gênero Esperança Garcia (NEG) da Universidade Federal do ABC (UFABC), o projeto conta com financiamento público viabilizado por meio da emenda parlamentar nº 2022.042.38896 e marca um novo capítulo na luta por direitos e visibilidade na região.

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A pesquisa censitária terá caráter abrangente e pretende coletar dados robustos sobre identidade, cidadania, comportamento, participação política e episódios de violência e discriminação. Os dados serão fundamentais para orientar políticas públicas mais eficazes, promover inclusão e combater desigualdades estruturais que ainda impactam essa população.

Objetivos e impacto social

O levantamento tem como foco principal subsidiar governos municipais, consórcios e organizações com informações precisas e atualizadas sobre a vivência LGBTQIA+ no Grande ABC. Entre os objetivos específicos da pesquisa, destacam-se:

  •  Produzir dados inéditos que fundamentem a criação de políticas públicas direcionadas, leis inclusivas e programas sociais de impacto.
  • Identificar barreiras e desafios enfrentados pelas pessoas LGBTQIA+ nos eixos de cidadania, violência, saúde, educação e mercado de trabalho.
  • Estimular o engajamento da sociedade civil na produção científica, fortalecendo a presença de jovens LGBTQIA+ na universidade e no campo da pesquisa.
  • Valorizar o protagonismo dos movimentos sociais e das representações políticas que tornaram viável a conquista do recurso público.
  • Promover o diálogo entre ciência, população e poder público, consolidando um legado de escuta, reconhecimento e ação afirmativa.

Como será feita a pesquisa?

A coleta de dados será realizada presencialmente, por meio de visitas domiciliares e ações em espaços públicos estratégicos, sempre com abordagem respeitosa, sigilosa e orientada pelos princípios éticos da pesquisa científica. Equipes capacitadas, compostas por pesquisadores da UFABC e integrantes da Rede Amalgamar, serão responsáveis por aplicar os questionários e sistematizar os dados. Além disso, a pesquisa também poderá ser respondida online, com total sigilo e em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a privacidade das pessoas participantes. Para acessar o formulário digital, basta clicar no link: https://forms.gle/EfvRo81w7Q7NU8hQ8

A iniciativa prevê ainda a formação de jovens LGBTQIA+ como agentes de pesquisa, ampliando a profissionalização dessa população e fortalecendo o vínculo entre a academia e os territórios.

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