Insumos para produção de CoronaVac devem chegar da China nesta quarta-feira

A matéria-prima permitirá a produção de mais de 8,6 milhões de doses do imunizante

  • Por Jovem Pan
  • 31/01/2021 13h57 - Atualizado em 31/01/2021 14h06
Reprodução/TwitterSegundo o governador João Doria, os insumos já se encontram no Aeroporto de Pequim, na China, para embarque

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou, no começo da tarde deste domingo, 31, nas redes sociais, que a nova remessa de 5,4 mil litros de insumos para a vacina do Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac, já se encontra no Aeroporto de Pequim, na China, para embarque. Segundo o governador, a carga chegará em São Paulo na próxima quarta-feira, 3. Os insumos permitirão a produção de mais de 8,6 milhões de doses do imunizante. Depois de pressionado por governadores, deputados e outras autoridades, o Ministério da Saúde confirmou que deve assinar o contrato do lote adicional de 54 milhões de doses da CoronaVac na próxima terça-feira.

O acordo já assinado entre o Instituto Butantan e a pasta prevê o fornecimento de 46 milhões de doses e a possibilidade de ampliar a quantidade, totalizando 100 milhões. Na semana passada, o Instituto enviou um ofício cobrando uma sinalização, mas o governo federal disse que responderia até maio. Gestores estaduais e municipais cogitaram até mesmo comprar a vacina diretamente do Butantan. O secretário-executivo do ministério, Élcio Franco, confirmou a assinatura do contrato. “Nós estamos solicitando um cronograma à Fundação Butantan para podermos celebrar o contrato na semana que vem e também solicitando a antecipação do registro junto à Anvisa para iniciarmos a vacinação em massa na população brasileira”, pontuou.

No último sábado, 30, o Ministério da Saúde anunciou que deverá receber entre 10 e 14 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford, a partir de meados de fevereiro. Os imunizantes serão viabilizados pelo consórcio internacional Covax Facility, conforme consta em carta encaminhada ao órgão brasileiro. Ainda segundo o comunicado, o Brasil é um dos 191 países que atualmente integram a iniciativa global. “Diante do imperativo de minimizar riscos e maximizar ganhos de adesão à iniciativa, o Brasil optou por contratar doses de vacinas para o equivalente a 10% da população brasileira, com distribuição de acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, no total de 42,5 milhões de doses”, estabelece o documento.