Juiz intima Palocci a depor em ação sobre caças suecos; Lula é réu

  • Por Jovem Pan
  • 24/01/2019 16h55 - Atualizado em 24/01/2019 16h57
EFE EFE/HEDESON SILVA Palocci citou Lula em delação premiada

O ex-ministro Antônio Palocci foi intimado a depor no dia 18 de março na ação em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu por tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro na compra pelo governo federal de aviões de caça fabricados na Suécia em 2012. O processo está no âmbito da Operação Zelotes.

A convocação foi feita pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. Em delação premiada, Palocci citou Lula, atribuindo ao ex-presidente um suposto “pacto de sangue” com a empreiteira Odebrecht, no valor de R$ 300 milhões. O magistrado também chamou para depor no mesmo dia o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim.

Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente, e o casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni também são réus na ação. Os depoimentos de Palocci e Jobim haviam sido suspensos liminarmente, após pedido da defesa de Lula, pelo desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional da 1ª Região, em novembro passado.

Denúncia

A denúncia sobre os aviões foi apresentada em 2016. O Ministério Público Federal acusou os réus por “negociações irregulares que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen, por cerca de R$ 5,4 bilhões, pelo governo brasileiro, e à prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos” por meio de medida provisória.

Os procuradores alegam que os crimes aconteceram entre 2013 e 2015, quando Lula, já ex-presidente, “integrou um esquema que vendia a promessa de que ele poderia interferir junto ao governo para beneficiar as empresas MMC, Caoa e SAAB, clientes da Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia LTDA. (M&M)”.

Em troca, afirma a denúncia, Mauro e Cristina, donos da M&M, repassaram a Luis Cláudio pouco mais de R$ 2,5 milhões. Em maio de 2017, o mesmo juiz Vallisney rejeitou um pedido da defesa de Lula para absolvição sumária do ex-presidente na ação.

*Com informações do Estadão Conteúdo