Justiça decreta prisão preventiva de argentina acusada de racismo no Rio

Decisão acata pedido do Ministério Público do Rio, que denunciou Agostina Paez; ela já teve o passaporte retido e está usando tornozeleira eletrônica

  • Por Jovem Pan
  • 05/02/2026 16h02 - Atualizado em 05/02/2026 16h16
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Reprodução/Redes Sociais Argentina imitando macaco no RIo de Janeiro Mulher fez gestos imitando um macaco

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva da advogada e influenciadora Agostina Paez. Ação acata pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro, que acusa a argentina de fazer gestos racistas e proferir injúrias raciais contra quatro funcionários de um bar na Zona Sul do Rio de Janeiro.

A 1ª Promotoria da Justiça de Investigação Penal Territorial da Zona Sul e Barra da Tijuca já tinha retido o passaporte da acusada e determinado o uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo o MPRJ, Agostina, que estava no local com amigas, chamou um funcionário de “negro’ ofensivamente após discordar dos valores da conta do bar, com “propósito de discriminá-lo e inferiorizá-lo em razão de sua raça e cor”, segundo a denúncia.

A mulher então passou a chamar a vítima de “mono”, macaco em espanhol, e fazer gestos imitando o animal. Mesmo advertida de que o ato configura crime no Brasil, ela teria continuado a fazer os gestos do lado de fora do bar contra três funcionários.

A Promotoria destacou que os relatos das vítimas foram corroborados por declarações de testemunhas e por imagens tanto do circuito interno do bar como filmagens produzidas no momento dos fatos.

O vídeo da advogada fazendo os gestos viralizou nas redes sociais.

A denúncia também rejeita a versão de Agostina de que os gestos seriam uma “brincadeira” para a amiga e que o fato de uma delas tentar impedir ela continuasse a fazer os gestos “evidencia a consciência da acompanhante quanto à reprovabilidade da conduta.”

Ainda não se tem informações se Agostina foi presa. A Jovem Pan tenta contato com a advogada.

 

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