Justiça do Rio condena oito militares por assassinato do cantor Evaldo e do catador Luciano em 2019

Caso ocorreu em abril de 2019, quando os militares atiraram 257 vezes contra o veículo do músico, que seguia para um chá de bebê com a família

  • Por Jovem Pan
  • 14/10/2021 08h53 - Atualizado em 14/10/2021 08h53
Reprodução/FacebookAlém de Evaldo Rosa, o catador Luciano Macedo, que tentou prestar socorro à família, também foi atingido pelos militares

O Tribunal de Justiça Militar decidiu na madrugada desta quinta-feira, 14, pela condenação de oito militares responsáveis pela morte do cantor Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo em 2019, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O julgamento, que durou mais de 15 horas, terminou com a absolvição de quatro agentes e a condenação de outros oito, que responderão pelos crimes de duplo homicídio e tentativa de homicídio. O tenente Ítalo da Silva Nunes foi condenado a 31 anos e seis meses de reclusão. Os outros 7, a 28 anos. O caso ocorreu em abril de 2019, quando os militares atiraram 257 vezes contra o veículo do músico, que seguia para um chá de bebê com a família. A defesa dos militares deve recorrer da decisão sob a justificativa de que o local do crime era uma área de conflito.

Relembre o caso

Em abril de 2019, o músico ia a uma festa de família com a esposa, filho, sogro e uma quinta pessoa, mas o veículo em que estavam foi confundido com um carro usado por criminosos. Os militares começaram então a atirar. Segundo o laudo, 257 tiros foram disparados, sendo que o veículo do músico inocente foi atingido 62 vezes. O catador de lixo tentou prestar socorro aos sobreviventes da tragédia, mas foi atingido e morreu 11 dias depois no hospital.