‘Não podemos deixar que nada tire nosso foco da pandemia’, diz governador em exercício no RJ

Castro passou a responder pela governadoria depois que o titular, Wilson Witzel, foi afastado pelo STJ

  • Por Jovem Pan
  • 29/08/2020 19h11 - Atualizado em 29/08/2020 19h17
Reprodução/TwitterCláudio Castro também é investigado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal.

Durante a reunião com o secretário de Saúde, Alex Bousquet, para tratar das ações em relação à pandemia de Covid-19, neste sábado (29), o governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, disse que nada pode tirar o “foco da pandemia”. Castro passou a responder pela governadoria depois que o titular, Wilson Witzel, foi afastado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).  O governador em exercício ressaltou que saúde é prioridade e, por isso, o acompanhamento sistemático é necessário para manter as ações de enfrentamento à doença na capital e no interior.

“Vamos unir nossos esforços com outras esferas de poder e trabalhar com diálogo e parceria, além de reforçar os instrumentos de controle e transparência”, disse Castro. Durante o encontro, Bousquet apresentou uma mudança nos critérios de notificação dos casos do novo coronavírus e informou que houve um aumento no número de testes realizados na população.

Corrupção na Saúde do Rio

Castro estava em Brasília, nesta sexta-feira (28), quando foi comunicado da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de afastar do cargo o governador Wilson Witzel (PSC), investigado por suspeitas de integrar um esquema de corrupção envolvendo gastos com saúde. O então vice-governador também é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF) e foi alvo de mandados de busca e apreensão. As investigações incluem o depoimento, em delação premiada, do ex-secretário Edmar Santos, também acusado de participar do esquema.

Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), o esquema poderia arrecadar R$ 400 milhões a Witzel ao longo de todo o mandato. O governador afastado negou as acusações, chamou a delação do ex-secretário de “mentirosa” e se disse vítima de perseguição política.

* Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo