Outros três delatores da Odebrecht prestam depoimento nesta segunda-feira

  • Por Estadão Conteúdo
  • 06/03/2017 10h59
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LIM01. LIMA (PERÚ), 03/01/2017.- Fotografía del edificio de Odebrecht hoy, martes 3 de enero de 2017, en el distrito San Isidro de Lima (Perú). El pasado miércoles el Departamento de Justicia de Estados Unidos publicó un informe en el que señaló que Odebrecht y algunas de sus filiales pagaron aproximadamente 788 millones de dólares en sobornos en 12 países, incluido Brasil, para obtener contratos públicos. EFE/Germán Falcón EFE/Germán Falcón EFE - Fachada do prédio da Odebrecht em Lima

Mais três delatores da Odebrecht serão ouvidos nesta segunda-feira (6), pelo ministro Herman Benjamin na ação que investiga a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, reeleita em 2014. O TSE vai tomar depoimentos de Cláudio Melo Filho, Alexandrino Alencar e Hilberto Mascarenhas da Silva Filho. Todos serão ouvidos em Brasília, na sede da Corte Eleitoral. 

Na semana passada, o ministro ouviu ex-presidente e herdeiro da empreiteira, Marcelo Odebrecht, e também os ex-executivos Benedicto Júnior e Fernando Reis.

Em anexo de delação premiada tornado público em dezembro, Melo Filho detalha um jantar no Palácio do Jaburu com Temer, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Marcelo Odebrecht. Segundo o executivo, o encontro serviu para tratar de doação de R$ 10 milhões ao PMDB na campanha de 2014. Ele falou de um pedido feito diretamente pelo então vice-presidente da República. 

Já Marcelo Odebrecht, em depoimento na semana passada, confirmou a reunião, mas disse que Temer não tratou de valores e que o acordo sobre a doação já estava estipulado antes do jantar. A expectativa é que Melo esclareça detalhes sobre o encontro.

O nome de Alexandrino Alencar foi sugerido ao TSE pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo ele, o executivo tratou em sua colaboração de assuntos relacionados à campanha de 2014. Alencar foi diretor de relações institucionais da Odebrecht e vice-presidente da Braskem. O executivo manteve, nessas funções, contato com diversos políticos. 

Hilberto Mascarenhas chefiava o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como departamento de propinas da empresa.

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