Podemos pede a Aras prorrogação da Lava Jato: ‘A limpeza ainda não acabou’
O Podemos encaminhou ofício à Procuradoria-geral da República pedindo a prorrogação do período de atuação da força-tarefa da Lava Jato. Documento assinado pelos líderes do partido na Câmara e no Senado, Léo Moraes e Alvaro Dias diz que é “fundamental” que a operação “continue avançando”. “A limpeza ainda não acabou”, afirmam. A manifestação foi divulgada pela legenda neste sábado, 15, dia para o qual foram convocadas carreatas a favor da operação. Cabe ao chefe do Ministério Público Federal, Augusto Aras, decidir se vai manter ou não o grupo de trabalho da Lava Jato. O PGR tem até o próximo mês, setembro, para tomar a decisão. Caso contrário, a força-tarefa pode perder sua validade e ser interrompida.
Em nota, o Podemos afirmou que a Lava Jato “foi sendo renovada de maneira inquestionável pelos ex-chefes da PGR”, mas “decisões do Poder Judiciário e declarações de autoridades têm sido interpretadas como uma tentativa de enfraquecer a operação e frear o combate à corrupção”. Na próxima semana, o Conselho Nacional do Ministério Público vai analisar um pedido de afastamento de um dos principais nomes da força-tarefa de Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol. “Para nós, do Podemos, é fundamental que a Lava Jato continue avançando. Precisamos passar o Brasil a limpo. Muitos corruptos ainda precisam prestar contas ao País”, diz trecho do documento.
[jp-related-posts ids=”959154,959129,959125″]
No fim de julho, a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal enviou ofício a Aras pedindo a renovação das forças-tarefas por um prazo mínimo de seis meses. Na prática, além da manutenção das estruturas por tempo ‘razoável’ para o planejamento de conclusão das investigações em andamento, a Câmara quer garantir aos procuradores a prerrogativa de participarem de eventuais projetos de transição que envolvam formação, renovação ou extinção destes grupos.
O tema é discutido em meio à possibilidade de reunião de todas as forças-tarefas sob comando único sediado em Brasília. O projeto sob análise no MPF criaria a Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Unac), subordinada ao PGR, para atuar no combate à corrupção, a atos de improbidade administrativa e ao crime organizado. Investigadores resistem à proposta e veem risco de perda de autonomia com a unificação. Para Aras, é preciso combater a divisão de grupos e o que chamou de “aparelhamento” da instituição. O chefe do Ministério Público Federal tem defendido a busca por um Ministério Público “uno e indivisível”. Recentemente, ele abriu consulta para selecionar procuradores que tenham interesse em colaborar com as forças-tarefa em uma iniciativa que justificou como “republicana”.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Assuntos
continue lendo
Brasil
Morre aos 100 anos sobrinho-neto de Santos Dumont
Jorge Henrique se dedicou a preservar o legado de seu familiar, criador do avião
- 74% dos brasileiros são contra o aborto, e 71% apoiam reduzir maioridade penal, diz Ipsos-Ipec Jovem Pan · há 6 horas
- Polícia prende suspeito de envolvimento na morte de irmãs no Ceará Jovem Pan · há 8 horas
- Pastor é morto a tiros dentro de igreja evangélica no Rio Grande do Sul Júlia Lara · há 9 horas
- Defesa Civil alerta para chuvas fortes no estado de SP; veja previsão Agência Brasil · há 14 horas