Paulo Marinho chega ao MPF no Rio para prestar segundo depoimento

  • Por Jovem Pan
  • 21/05/2020 15h14 - Atualizado em 21/05/2020 15h14
WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDOOntem, Marinho depôs por quase cinco horas na superintendência da PF no Rio e, ao sair, disse que não poderia comentar sobre o que falou

O empresário Paulo Roberto Marinho chegou à sede do Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro, no início da tarde nesta quinta-feira (21), para o segundo depoimento sobre as acusações que fez ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Ontem, Marinho depôs por quase cinco horas na superintendência da Polícia Federal no Rio e, ao sair, disse que não poderia comentar sobre o que falou aos investigadores porque o inquérito é “sigiloso”. Havia a expectativa de que ele apresentasse provas sobre as acusações que fez contra Flávio.

O depoimento foi prestado a delegados da PF e procuradores do Ministério Público Federal (MPF). Enquanto os policiais reabriram um procedimento antigo sobre o suposto vazamento da operação Furna da Onça, o MPF abriu um inquérito a partir das declarações do empresário.

“Para não prejudicar as investigações, não posso dar nenhuma declaração a respeito do meu depoimento. Em respeito a vocês que estão aqui desde as duas da tarde, vim dar essa declaração”, limitou-se a dizer Marinho ao deixar a da sede da superintendência.

Furna da Onça e as ‘rachadinhas’

A operação foi às ruas no dia 8 de novembro e cumpriu 19 mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 47 de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e tendo como foco deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Flávio não era alvo, mas relatórios de inteligência financeira produzidos pelo antigo Coaf já apontavam desde janeiro daquele ano movimentações suspeitas nas contas de Fabrício Queiroz, seu suposto operador financeiro no esquema de “rachadinhas”.

Os relatórios tinham como escopo deputados e assessores da Alerj, e o caso específico de Flávio foi revelado no início de dezembro, quando o procedimento investigativo já havia sido aberto pelo Ministério Público do Rio.

Segundo Marinho, os advogados Miguel Braga Grillo e Victor Granado Alves, que têm longo histórico de relação com a família Bolsonaro em gabinetes e processos judiciais, compareceram à sede da PF junto com outra interlocutora, Val Meliga, para ouvir o que o delegado tinha a dizer.