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Subsecretário de Praia Grande pede exoneração após ser alvo de operação sobre morte de ex-delegado-geral

Sandro Pardini foi alvo de mandados de busca e apreensão; defesa nega envolvimento no assassinato de Ruy Ferraz Fontes

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Sandro Pardini era subsecretário de Gestão e Tecnologia em Praia Grande
bc0acd9d-b176-4eea-a252-f551ec144df5 Reprodução/Facebook/Sandro Pardini

O subsecretário de Gestão e Tecnologia de Praia Grande, Sandro Rogério Pardini, pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (3) após ter sido alvo de mandados de busca e apreensão relacionados ao assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, ocorrido no último dia 15. Segundo a defesa, a decisão tem como objetivo permitir que Pardini se dedique à família e ao esclarecimento das investigações. Os advogados reforçaram que ele “não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto” no crime e que está colaborando com as autoridades.

A operação conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriu mandados em ao menos oito endereços da Baixada Santista, incluindo Santos, Praia Grande e São Vicente. Com Pardini, a polícia apreendeu celulares, computadores, três pistolas, R$ 50 mil em espécie, mil euros e 10 mil dólares, além de registros de armas e de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador).

Outros quatro servidores municipais também foram alvo de buscas. A Prefeitura de Praia Grande confirmou que o pedido de exoneração de Pardini foi publicado no Diário Oficial e informou que segue colaborando com a investigação.

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Relembre o caso

Ruy Ferraz Fontes, então secretário de Administração de Praia Grande, foi executado a tiros em uma rua movimentada do município. O veículo dele, durante fuga dos bandidos, capotou e foi prensado por um ônibus. Em seguida, os criminosos desembarcaram com fuzis e dispararam diversas vezes. Ex-delegado-geral, Ferraz ficou conhecido pelo combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, declarou que “não há dúvidas” do envolvimento da facção no crime. Até agora, o DHPP identificou oito suspeitos, sendo quatro presos — entre eles um possível executor — e três foragidos. Um quarto suspeito, também apontado como atirador, foi morto em confronto com a polícia no Paraná.

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Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA